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Alunos protestam contra condições precárias em escola de Maracanaú

Faltam água, comida e materiais de ensino, denunciam os estudantes

11:18 | 15/05/2015
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Alunos do Colégio Estadual Rui Barbosa, no bairro Luzardo Viana, resolveram não assistir às aulas da manhã desta sexta-feira, 15, para realizar protesto contra as precárias condições oferecidas pela escola. De preto e portando cartazes alusivos aos problemas, os estudantes realizaram passeata pela CE-065. Os alunos denunciam faltar materiais básicos de ensino, como pincéis para os quadros. Água nos bebedouros e banheiros e comida para as merendas também faltam. Quando chove, a água alaga as salas de aula e o ar-condicionado quebrado impede a utilização da sala de informática. Funcionários e estudantes são quem suprem as demandas do colégio. De acordo com o integrante do grêmio estudantil Francisco Wilson, do 2º ano do ensino médio, a diretora do colégio chegou a pagar com dinheiro próprio três meses da alimentação do colégio. Após meses de aquisição dos alimentos de maneira fiada, o fornecedor parou de disponibilizar a comida. [FOTO2] A coordenadora do colégio, Camila Coelho, afirma não ter havido repasse de verbas à instituição. ''Algumas escolas receberam, mas outras não'', diz. Um ofício para prover o reabastecimento de água no colégio foi enviado à Crede, mas a verba não chegou ao colégio. Segundo Camila Coelho, outros colégios da região passam por situação parecida. Enviadas as reclamações à Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação 1 (Crede 1), o órgão ligado à Secretaria da Educação (Seduc) sustenta faltar verba, conforme Camila Coelho. Na segunda-feira, 18, a gestora da Crede 1, Geovana Mourão, marcou reunião com representantes do Rui Barbosa para a resolução dos problemas. Posicionamento Crede 1 Em entrevista ao O POVO, a titular da Crede 01, Geovana Mourão, culpa a ''burocracia'' e a ''crise que acontece em todo o estado'' pelos problemas no colégio. De acordo com ela, o novo processo pelo qual as demandas dos colégios precisam passar dificultou o repasse de verbas. Em vez de o dinheiro ir direto às escolas, para que sejam realizados os serviços, deliberação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de junho de 2014 obriga que haja a existência de orçamento prévio do serviço para encaminhamento à Crede, depois à Seduc, para a aprovação da conta. Junta-se a isso a demora das licitações dos fornecedores dos serviço. A morosidade dos trâmites é responsável por pontuais faltas de serviços, afirma Giovana. Soma-se a isso, pontua, a crise financeira generalizada na educação do Estado e a larga abrangência da Crede 1, que atende 65 escolas de oito cidades da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) Ainda segunda a gestora, haverá nesta sexta-feira, 15, à tarde, reunião dela com assessores jurídicos da Seduc com o intuito de agilizar tais processos. Redação O POVO Online
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