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Estudantes do IFCE de Limoeiro do Norte denunciam precarização e cobram presença do reitor

21:24 | 01/04/2014
Estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) em Limoeiro do Norte denunciam a precarização no campus e cobram que o reitor do Instituto compareça ao município para dar respostas à comunidade estudantil.

Segundo nota divulgada pelos estudantes nesta terça-feira,1, os alunos de Nutrição vêm sofrendo com problemas “de ordem pedagógica e estrutural”, desde o início das atividades do curso, aberto no segundo semestre de 2009. A carência de professores acaba resultando em professores sobrecarregados, com pouca disponibilidade aos alunos. Ainda segundo a nota, algumas disciplinas estão sendo dadas por professores não especializados na área em que ensinam.

Atualmente, quatro disciplinas do curso estão sem professores. Os 130 alunos matriculados,
divididos em quatro turmas, contam com apenas cinco professores efetivos, sendo que um está afastado, dois são professores temporários e o restante, que segundo os estudantes corresponde à maioria, foram cedidos por outros departamentos.

Além dos problemas no curso de Nutrição, as solicitações dos estudantes do Campus Limoeiro do Norte que foram apresentadas ao reitor em reunião em outubro de 2013, ainda não foram atendidas pela administração do IFCE, entre as quais: falta de materiais de aula, prejudicando principalmente as aulas práticas; e o fato de professores comprarem materiais, pagando do próprio bolso, para manter os roteiros de aulas; ausência de dentista no campus, atraso na obra de Cidade Alta, com prejuízos para o curso de Educação Física, ainda não reconhecido; falta de salas de aula e de acessibilidade; problemas na Assistência Estudantil, falta de recursos para professores e alunos de mestrado apresentarem trabalhos em eventos.

Segundo a comunidade estudantil, a Reitoria não deu resposta quanto a essas demandas. Ainda nesta terça, os estudantes protocolaram no Instituto carta aberta ao reitor do IFCE, Virgílio Araripe, manifestando “insatisfação com o descaso da Reitoria ao curso” e solicitando a presença do reitor no campus Limoeiro". Segundo eles, a produção científica é baixa, não havendo estímulo nem para os estudantes nem para os docentes. “Professores são desencorajados a essas atividades tanto pela sobrecarga em sala de aula como pela sua contribuição não ser descontada nas suas 40 horas semanais. Assim, bolsas de pesquisa são poucas e em quase totalidade ofertadas por professores de outro curso, restringindo o tema a ser trabalhado e, consequentemente, negando ao aluno a expansão de seu conhecimento sobre outras áreas.”

Para a Diretoria Colegiada do Sindicato dos Servidores do IFCE (SINDSIFCE), a situação do curso de Nutrição no Campus Limoeiro é ''mais um exemplo da precarização da rede federal de ensino''. Diretores do Sindicato afirmam ainda que o IFCE sofre diretamente as consequências da precarização e da expansão acelerada da rede, com a abertura de novos campi, sem os devidos cuidados, investimentos, planejamento para garantia de estrutura e de pessoal.

Professores e técnicos do IFCE estão atualmente em indicativo de greve, com a categoria já tendo deliberado nacionalmente por greve a partir de 21 de abril.

O POVO Online entrou em contato com o diretor do IFCE, Virgilio Araripe, que disse que até as 21h30min desta terça não havia recebido carta com as reclamações dos estudantes. E que irá dar resposta das reclamações que forem procedentes quando receber o documento.

Redação O POVO online

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