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Fóssil de camarão com 110 milhões de anos é encontrado em Jardim

O animal é o ancestral mais antigo dos camarões que existem hoje e são comercializados

16:06 | 09/05/2014
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Pesquisadores encontraram o menor fóssil de camarão do Brasil, na Bacia Sedimentar do Araripe, município de Jardim. Medindo 0,5 cm, o material foi encontrado em 2012 e apresentado na manhã desta sexta-feira, 9, no auditório do Geopark Araripe, na cidade do Crato, pelos pesquisadores Antônio Álamo Saraiva (Urca),  Allysson Pinheiro (Urca) e William Santana (Universidade Sagrado Coração - Bauru - São Paulo). 
 
O fóssil foi encontrado no espaço onde havia uma construção civil sendo realizada. Ele começou a ser pesquisado durante o ano passado, quando foi concluído que pertence à família Sergestidea, que vivia em águas salgadas e existia no período Cretacio Inferior, cerca de 110 milhões de anos atrás. 

"O importante não é o fato de ele ser o menor do Brasil, mas ele ser o mais antigo ancestral desses camarões que são comercializados hoje", explica o professor Álamo Saraiva. Segundo o pesquisador, o material raro é muito importante para o rumo das pesquisas sobre a espécie. "Camarão é muito difícil de fossilizar, porque o exoesqueleto dele é muito fino", diz. 

Estuário no sertão 
No mesmo material em que foi achada a espécie da família Sergestidea, também foi encontrado exemplar da família Kellnerius jamacaruensis, um caramarão que vivia em água doce, também no período Cretacio Inferior. 

Essas duas espécias juntas são evidência de um tempo no sertão cearense onde havia um estuário - ambiente aquático de transição entre rio e mar, que sofre influencia de marés e águas doces. "Isso mostra que o sertão não era um mar aberto, como muitas pessoas acreditam", conclui Álamo. 

Camila Holanda

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