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Acusado de desviar dinheiro, vereador de Itarema deve permanecer preso

A 3ª Câmara Criminal, ao avaliar o caso, negou de forma unânime o pedido de liberdade do político

15:13 | 19/09/2017
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João Carlos Júnior Gomes, vereador do município de Itarema, teve liberdade negada pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). A decisão aconteceu nesta terça-feira, 19, e teve relatoria do juiz convocado Antônio Pádua Silva. Gomes foi preso preventivamente há 57 dias. Ele é acusado de contratar dois assessores fantasmas e desviar dinheiro público. Em junho último, antes da prisão do parlamentar, oito dos 13 vereadores do município haviam sido presos. As informações são do site do TJCE.

Em seu favor, o vereador Carlinhos Gomes, como é conhecido, alegou ter sofrido constrangimento ilegal. Ele argumentou falta dos requisitos autorizadores para a prisão cautelar. Defendeu, também, a possibilidade da substituição do cárcere pela aplicação de medidas cautelares.

Conforme os autos, no percorrer da "Operação Fantasma", promovida pelo Ministério Público do Ceará (MPCE), teria sido visto que o acusado recebia dinheiro público que deveria ser destinado ao pagamento de dois assessores que ele teria contratado. A acusação defende que os comissionados eram funcionários fantasmas formalmente contratados pelo vereador, mas sem exercer qualquer atividade de trabalho.

A 3ª Câmara Criminal, ao avaliar o caso, negou de forma unânime o pedido de liberdade do político. Para o relator do caso, juiz Antônio Pádua, tudo o que foi apresentado deixa em evidência o elevado grau de periculosidade de Gomes. Desse modo, ele afirma que a alteração da prisão preventiva para alguma medida cautelar seria juricamente inviável.

 

Redação O POVO Online

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