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Mais rebeliões são registradas no Complexo Penitenciário de Itaitinga, diz Sindasp

A vistoria e busca de corpos, ação planejada pelo sindicato dos agentes penitenciários, ainda não ocorreu. A Sejus informa que não houve novos conflitos nas CPPLs II, III e IV

17:10 | 22/05/2016
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Atualizada às 18h49min

Após a volta dos agentes penitenciários às unidades cearenses, novas rebeliões foram deflagradas pelos presos na tarde deste domingo, 22, no Complexo Penitenciário de Itaitinga, a 27 km de Fortaleza. As informações foram repassadas ao O POVO pelo presidente do Sindicato dos Agentes e Servidores Públicos do Sistema Penitenciário (Sindasp-CE), Valdemiro Barbosa. A Secretaria de Justiça do Ceará (Sejus) informa que a situação permanece instável nas Casas de Privação Provisória II, III e IV, mas não houve novos conflitos.

A vistoria e busca de corpos, ação planejada pelo sindicato, ainda não ocorreu e foi solicitado reforço da Polícia Militar para conter as rebeliões nas CPPLs I, II, III e IV, segundo o Sindasp-CE. Um efetivo de mais de 280 PMs, do Batalhão de Polícia Militar de Choque (BPChoque), Comando Tático Motorizado (Cotam), dentre outros reforços, continuam nas unidades desde a manhã de sábado, esclarece a Sejus.

A rebelião na Unidade Prisional Agente Luciano Andrade Lima (CPPL I) foi controlada às 17h40 por policiais e agentes penitenciários. A visitação dos internos ocorreu normalmente no Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa, Penitenciária Francisco Hélio Viana e Instituto Penal Professor Olavo Oliveira II (IPPOO II), conforme a Sejus. Nas CPPLs II, III e IV não houve visita e os internos estão contidos por policiais e agentes penitenciários.

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"Os nossos três grupos táticos estão por lá e pedi aos agentes que estão de folga para dar reforço nos plantões", explicou Valdemiro.

[SAIBAMAIS4] Segundo ele, os agentes foram surpreendidos pela determinação do Governo do Estado de retirar o BPChoque de dentro das unidades. "Deixaram os agentes expostos a toda a situação. Quando os detentos perceberam que tinham retirado os PMs das unidades começaram a quebrar tudo, pediram para recolocar a Policia para garantir a segurança porque os presídios estão quebrados", relatou Valdemiro.

''Nós não temos armamento, munição, efetivo e treinamento para combater o crime da forma que está nas penitenciárias. Os internos estão soltos nos presídios", lamentou o presidente, criticando ainda a postura do secretário de Justiça de "colocar a culpa nos agentes".

O POVO Online entrou em contato com a assessoria da Casa Civil, que informou que a Sejus está respondendo as demandas. A Sejus contesta a retirada dos PMs relatada por Valdemiro e informa que o Governo está tomando todas as medidas necessárias para controlar a situação nos presídios cearenses.

Greve
O fim da greve dos agentes penitenciários foi acordado no início da noite de sábado, 21, entre o Governo do Estado e o Sindicato da categoria. A categoria passará a receber 70% de gratificação em janeiro de 2017 e, em 2018, atingirá os 80% em janeiro e os 100% em novembro.

A volta imediata dos agentes penitenciários ao trabalho foi condição dada pelo Governo para conceder o pleito à categoria. A paralisação começou à meia-noite de sábado e durou até o fim da tarde, enquanto uma sequência de rebeliões, mortes, protestos e confrontos foram registrados no sistema prisional cearense.

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