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Transexual é expulsa de festa no Crato após utilizar o banheiro feminino

Naomi Houston diz ter se sentido humilhada pelos seguranças da festa que até então sempre frequentava

13:53 | 13/08/2018
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Atualizada às 17h50min do dia 14/8
 
Naomi Houston, 30 anos, registrou Boletim de Ocorrência (B.0) na Delegacia da Defesa da Mulher contra seguranças que trabalhavam na festa “Forró dos Veio”, na Associação Atlética Banco do Brasil, no Crato. De acordo com a mulher trans, ela utilizava o banheiro feminino quando foi informada por um segurança que alguém procurava por ela na portaria. Chegando ao local, um outro funcionário a puxou pelo braço e a levou para fora da festa, afirmando que ela não poderia usar aquele banheiro. O caso ocorreu no domingo, 12.

“Foi muito constrangedor. Me senti humilhada na frente de meus clientes e amigos”, afirma Naomi. Ela conta que sempre frequenta a mesma festa e situações parecidas nunca tinham acontecido antes. Apesar de não ter marcas de agressão, diz ter ficado muito abalada com a grosseria dos funcionários. De acordo com o boletim de ocorrência, o homem chegou a arrastar a vítima por dois metros pelo braço até a saída do estabelecimento.
 
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Após o momento que considera humilhante, a transexual tentou argumentar com os trabalhadores do local, mas preferiu deixar a festa ainda chorando. Pouco tempo depois, um dos organizadores teria ligado para Naomi pedindo desculpas pelo incidente. Além de ser impedida de utilizar o banheiro feminino, a cabeleireira relatou na delegacia que, durante a revista de segurança para entrar no espaço, a segurança balançou seus cabelos indicando que teria algo escondido neles. Naomi acredita que esta ação também teria sido preconceituosa, pois seu cabelo é “afro” e outras mulheres não passaram pelo mesmo procedimento. 
 
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O registro da ocorrência foi apenas o primeiro passo, segundo p advogado responsável pelo caso, John Miricklley. Ele afirma que as medidas legais necessárias serão tomadas para que os danos que Naomi sofreu sejam reparados. O tipo de crime foi registrado como injúria. “O clube, a empresa dos seguranças ou os organizadores do evento sofrerão as consequências. Precisamos coibir essas ações”, completa. John foi cedido para atender o caso pela Associação de Defesa, Apoio e Cidadania dos Homossexuais do Crato (Adacho). 

Procurada pelo O POVO Online, a Associação Atlética Banco do Brasil não atendeu as ligações até o fechamento desta matéria. 
 
Redação O POVO Online, 
Colaborou Amaury Alencar 
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