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Saúde: cardiopatia congênita pode afetar crianças ainda no útero da mãe

Durante uma ultrassonografia morfológica, pode ser detectada a alteração na estrutura do coração do feto. Entenda como isso pode possibilitar que a criança receba o atendimento adequado após o nascimento
20:25 | Nov. 08, 2021
Autor Isabela Queiroz
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Tipo Notícia

A cardiopatia congênita é uma alteração na estrutura ou função do coração. A condição pode ser identificada ainda durante a gravidez. Detectar a alteração ainda quando o feto está em desenvolvimento é fundamental para que ele receba o atendimento adequado após o parto. É o que explica o cirurgião cardíaco Samuel Soares. 

O coração é um órgão muito complexo, que se forma muito cedo na vida embrionária, conforme o médico. “Ele pode apresentar alterações em estruturas pequenas, delicadas ou até estruturas maiores, de forma que podem gerar uma cardiopatia congênita sem repercussão inicial ou a condição pode impossibilitar a vida após o nascimento”, disse o cirurgião em entrevista ao jornalista Farias Júnior, da rádio CBN Cariri, nesta segunda, 8.

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No pré-natal, a alteração pode ser detectada por meio da ultrassonografia morfológica, segundo o cirurgião. “Além disso, há o ecocardiograma fetal. É um exame específico, realizado por cardiologistas, para avaliação estrutural do coração. Ele pode detectar ou descartar cardiopatias mais graves ainda antes do nascimento. Essa identificação é importante para que essa criança receba o atendimento adequado de acordo com a sua condição”, afirma.

O sopro no coração é um ruído causado por uma alteração no fluxo sanguíneo no órgão, conforme o médico. “Pode significar uma cardiopatia congênita que precisa de tratamento, mas pode ainda não ser algo que vá necessariamente ser tratado com cirurgia, podendo se tratar apenas de uma condição fisiológica normal”, explica.

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