Família de turista morto em acidente processará Beach Park por indenização
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Família de turista morto em acidente processará Beach Park por indenização

Laudo da morte do radialista foi concluído e remetido à Delegacia de Proteção ao Turista (Deprotur)

16:55 | 13/11/2018
Imagem do brinquedo no qual aconteceu o acidente, com o grande funil em destaque e, abaixo, dutos por onde descem os banhistas
Imagem do brinquedo no qual aconteceu o acidente, com o grande funil em destaque e, abaixo, dutos por onde descem os banhistas

A família do turista Ricardo José Hilário Silva, 43 anos, conhecido como Ricardo Hill, deve apresentar ação indenizatória contra o Beach Park. O radialista morreu em 16 de julho quando descia no brinquedo Vainkará, à época, recém-inaugurado. Laudo pericial acerca de acidente foi concluído e remetido à Delegacia de Proteção ao Turista (Deprotur), conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS). A pasta não forneceu informações a respeito da conclusão do laudo. Segundo o portal G1, que teve relatou nesta terça-feira, 13, ter tido acesso ao laudo, o documento confirma que "excesso de peso" e "distribuição irregular dos participantes" na boia seria a causa. A perícia foi concluída em 29 de setembro.

 

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Para Luís Silva, cunhado da vítima, o laudo dá evidências de que não havia condições de seguração para preservar a vida dos ocupantes daquela boia. "Ainda vamos aguardar as ações que serão feitas sobre o caso, do Ministério Público, e vamos também, paralelamente, fazer um pedido de ação indenizatória", disse. Confome o documento apresentado à Polícia, tanto o peso dos ocupantes da boia quanto a deles no inflável são "de responsabilidade do operador/parque".

 

Resposta 

 

O Beach Park argumenta, em nota de esclarecimento, que diversos testes realizados no brinquedo após o acidente atestam que “o peso não é fator de risco” e que o laudo da perícia apresenta uma “incoerência em sua conclusão”.

 

O toboágua deve ser utilizado por quatro pessoas, que descem simultaneamente na mesma boia. O limite de peso dos participantes deve ser de 320 quilos, conforme regras do brinquedo. José Hilário desceu com outras três pessoas que somavam 390 quilos, apontou o laudo.

[SAIBAMAIS] 

Ele estava na Capital a turismo. A boia tombou após a última curva do Vainkará, e a vítima bateu com a cabeça no chão do brinquedo. 

 

De acordo com a nota do parque, o laudo confirma os testes realizados pelo Beach Park quando fala que nos ensaios feitos com “400 kg regular (carga equilibrada) e 400 kg irregular (carga desequilibrada), foi constatada uma descida regular sem muitas oscilações no final do brinquedo”. Desta forma, conforme o parque, o laudo estaria confirmando que nem o peso nem a distribuição na boia teriam sido fatores decisivos para o acidente.

 

“Inúmeros testes realizados pelo Beach Park mostraram uma descida irregular e instável mesmo com pesos de 320 kg e 310 kg, o que pode revelar a existência de falhas estruturais, de projeto, ainda não explicadas pela fabricante ProSlide nem investigadas pela perícia oficial”, argumenta o Beach Park. A justificativa aponta, ainda, que “os peritos afirmam que o laudo é inconclusivo por não conter a análise do projeto do brinquedo, que não foi enviado pelo fabricante”. 

 

O Beach Park informa que entrou em contato com os advogados da família de Ricardo José Hilário Silva e que não obteve retorno. O Vainkará permanecerá fechado por tempo indeterminado. 

 

Redação O POVO Online  

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