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Família de garoto morto em acidente de buggy pede indenização na Justiça

Ação requer reparação de danos materiais e morais no valor total de R$ 801 mil. Nesta segunda-feira, 7, foi realizada a primeira audiência do caso

14:28 | 07/11/2016
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A família pernambucana do garoto Phelippe Melquiades Leonel, 8 anos, vítima de acidente de buggy na Prainha, em Aquiraz, entrou com uma ação na Justiça de indenização por danos morais e materiais contra a Associação Ecológica de Bugueiros de Aquiraz, no valor total de R$ 801 mil. A primeira audiência ocorreu na manhã desta segunda-feira, 7, na 2ª Vara da Comarca de Aquiraz.


Nenhum representante da Associação compareceu à audiência. Devido à ausência, a juíza Maria Tereza Farias Frota determinou multa à entidade de 2% do valor requerido pela família da criança morta no acidente e o prazo de 15 dias para que a parte apresente contestação. A mãe e o pai do garoto, Ivânia e Phelippe Melquiades, estiveram presentes na sessão acompanhados por seus advogados.


De acordo com o advogado da família, Edelardo Júnior, a ação ajuizada em junho deste ano pede indenização no valor de R$ 601 mil por dano material e R$ 200 mil por dano moral. Edelardo explica que a família sofre com o trauma psicológico da morte do menino Phelippe e com os ferimentos provocados no acidente. A mãe do garoto faz tratamento na perna esquerda e tem dificuldades para sentar, enquanto a filha do casal, de 9 anos, possui acompanhamento psicológico.


O POVO Online entrou em contato com a Aeba, que informou que não comentará o caso. Além da ação de indenização, segue em trâmite outro processo sobre o caso na esfera criminal. O bugueiro da Associação que conduzia o veículo envolvido no acidente, Antônio Ilemar Nunes dos Santos, foi indiciado por homicídio culposo. Segundo o advogado da família, eles aguardam a apresentação da denúncia do Ministério Público contra o motorista.


Traumas da família
Nove meses após o acidente que vitimou o filho, o empresário pernambucano Phelippe Melquiades da Silva, 39 anos, retornou pela segunda vez ao município cearense e precisou enfrentar as dores da trágica lembrança. "É a pior coisa da minha vida. Todo o trajeto, as horas do voo. Fiz o mesmo trajeto, passei perto da Associação. É muita lembrança", disse o pernambucano ao O POVO Online.


A rotina da família mudou completamente devido à tragédia em Aquiraz. Segundo Phelippe, ele, a esposa e a filha se mudaram da casa onde moravam em Recife por causa das lembranças do garoto. A mãe e a irmã do menino têm traumas para andar de carro. "A gente chora todo dia e toda noite. Não consigo mais ir à casa dos meus pais, porque é chororô. Ela (a filha) tem trauma quando o carro faz a curva ou freia. A mesma situação da mãe", relatou Phelippe.


O caso
No dia 6 de fevereiro deste ano, o buggy em que a família pernambucana estava capotou durante passeio nas dunas da Prainha, em Aquiraz. O garoto Phelippe Melquiades Leonel morreu após quebrar a clavícula e pescoço. Os pais e a irmã ficaram feridos no acidente.


Em março, o titular da Delegacia Metropolitana de Aquiraz, Lira Ximenes, indiciou o bugueiro Antônio Ilemar Nunes dos Santos por homicídio culposo na direção do veículo automotor. Nos depoimentos à Polícia, o pai do garoto e o bugueiro apresentaram versões diferentes.


A versão do motorista é de que ele prestou os primeiros socorros, chegando a fazer respiração boca a boca. Relatou ainda que o acidente não ocorreu na descida de uma duna, mas que a roda teria travado.


O pai da criança rebate o depoimento e afirma que o bugueiro fugiu do local do acidente sem prestar os primeiros socorros. Além disso, Phelippe relatou que o motorista subiu a parte mais alta da duna, enquanto outros profissionais fizeram percurso pela parte mais baixa.

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