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Rede de vigilância amplia a quantidade de atendimentos a pacientes de vírus respiratórios no Ceará

Brasil está entrando no período sazonal de doenças respiratórias. Epidemia de gripe iniciada no Rio de Janeiro aumenta preocupações com a doença
09:18 | Dez. 13, 2021
Autor Euziane Bastos
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Euziane Bastos Repórter Estagiária de Cidades
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Tipo Notícia

O surto de casos de gripe no Rio de Janeiro começou em 22 de novembro, quando 500 pessoas com sintomas da doença passaram pelas 28 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do estado. No Ceará, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) informou ao O POVO que a rede de vigilância sentinela da Síndrome Gripal (SG) atua na pesquisa de múltiplos patógenos e ampliou a identificação dos vírus respiratórios, contemplando pacientes de todas as faixas etárias e de todas as Regiões de Saúde do Estado.

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Com a pandemia da Covid-19, é notória a circulação viral do SARS-CoV-2 em grande parte da população. Outros vírus respiratórios, porém, estão presentes em períodos sazonais todos os anos. A vacina da Influenza é destinada à Campanha da Gripe, que ocorre anualmente. Neste ano, a iniciativa ocorreu entre abril e junho, sendo prorrogada até agosto. O Estado vacinou 71% da população-alvo.

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Durante todo o ano, a vacina da H1N1 fica disponível para as gestantes e idosos nos locais de aplicação, de gestão municipal. 

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Até o momento, foram realizados 1.071 testes para identificação viral no Ceará. Desde o reinício das atividades da vigilância sentinela da SG, em abril desse ano, observa-se um padrão de testagem ao longo dos meses, chamando atenção para uma elevação na demanda por teste no mês de maio. Do total das amostras analisadas, em:

- 522 (48,7%) foram identificados Vírus Sincicial Respiratório;

- 467 (43,6%) Rinovírus/Enterovírus;

- 163 (15,2%) Parainfluenza 1;

- 33 (3,0%) Coronavírus OC43 e outras identificações.

Quanto ao monitoramento de Influenza A H1N1, em 2019, foram identificados 244 casos e, em 2020, 37 casos no Estado. Em 2021 não houve casos confirmados por esse vírus no Ceará. Especialistas explicam que a circulação do patógeno foi reduzida devido às medidas de prevenção para doenças respiratórias, como distanciamento social, uso de máscaras e de álcool em gel adotadas durante a pandemia de Covid-19.

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Fortaleza

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que, de janeiro a novembro de 2021, foram registrados 227.699 atendimentos por síndrome gripal, nos 116 postos de saúde do município. Sendo 9.934 em setembro, 11.689 em outubro e em novembro, 8.992.

A SMS segue disponibilizando a vacina contra a Influenza nos 116 Postos de Saúde da Capital, tendo como público-alvo qualquer residente de Fortaleza a partir dos seis meses de vida. Desde o início da campanha no início deste ano, até novembro, mais de 679 mil doses contra a gripe foram aplicadas.

A vacina contra a gripe protege contra três tipos de vírus: Influenza A (H1N1), H3N2 e Influenza B.

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