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Ceará é o primeiro do Nordeste em casamentos homoafetivos

No ano passado, 6.433 casais resolveram oficializar sua união no Brasil. Em 2019, foram 9.056 uniões
10:51 | Nov. 18, 2021
Autor Marcela Tosi
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Marcela Tosi Repórter de Cotidiano
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Tipo Notícia

O Nordeste é a segunda região que mais teve casamentos homoafetivos em 2020. Foram 1.028 oficializações de união.  O Ceará ocupa o primeiro lugar em número de uniões civis entre pessoas do mesmo sexo com um total de 251 oficializações: 73 entre cônjuges masculinos e 178 entre cônjuges femininos. Pernambuco (238) e Bahia (191) ocupam os postos seguintes deste ranking.

Na liderança nacional está o Sudeste (3.766). O ranking segue com Sul, Centro-Oeste e Norte nos 3º, 4º e 5º lugar, respectivamente. Os números, entretanto, representam significativa diminuição nessas celebrações.

De acordo com as Estatísticas do Registro Civil 2020, os casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo realizados em 2020 tiveram um declínio de 29% em relação ao ano anterior. No total, 6.433 casais do mesmo gênero resolveram oficializar sua união no Brasil naquele ano.

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As informações foram publicadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 18. A queda já era observada e se acentuou diante da pandemia de Covid-19. Em 2019, 9.056 casais homoafetivos resolveram oficializar sua união no Brasil. Já em 2018, foram 9.520 uniões e em 2017, 5.887.

Quanto ao gênero dos casais, as mulheres casaram mais que os homens em 2020. Os casamentos entre elas representam 60,1% do total de uniões homoafetivas registradas no ano passado.

 

Menos pessoas se casando

O total de casamentos homoafetivos registrados corresponde a somente 0,85% do total de uniões civis no País, que chegou a 757.179 registros. Esse total também teve queda expressiva, conforme os dados de cartórios, varas de família, varas cíveis, foros e tabelionatos organizados pelo IBGE.

As uniões civis tiveram queda de 26% de 2019 para 2020. O movimento é notado em todas as regiões, especialmente no Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, que apresentaram queda de 27,8%, 27,7% e 27,3%, respectivamente.

 

O fator pandemia

 

Conforme os técnicos do IBGE, o número de casamentos vem apresentando tendência de queda desde 2015. Porém, “o decréscimo nos registros, em 2020, parece ter estreita relação com o cenário de pandemia pelo novo coronavírus, configurado a partir de março”.

Dentre as possíveis causas para a redução, a equipe técnica cita as orientações sanitárias de distanciamento social, “que inviabilizaram a realização de cerimônias e fizeram com que muitos casais adiassem a decisão pelo casamento”.

Observando mês a mês os anos de 2019 e 2020, nota-se o impacto da pandemia: a partir de março, há uma queda nos registros que se acentua nos meses seguintes. O declínio é especialmente notado no total de casamentos realizados de abril a junho, que foi 55,2% menor ao verificado no mesmo período em 2019.

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