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Após reativar poço mais profundo do Ceará, Cagece garante abastecimento em três municípios

Nova bomba motora foi implantada no poço, possibilitando uma vazão de água de 50 metros a mais que antes. Mais de 50 mil pessoas, de Campos Sales, Araripe e Salitre, serão beneficiadas
20:06 | Ago. 26, 2021
Autor Marília Serpa
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Marília Serpa Jornal
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O poço mais profundo do Estado, de 750 metros, localizado na Serra dos Carneiros, Município de Campos Sales, foi reativado pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece). Com isso, mais de 50 mil pessoas devem ser beneficiadas por meio do abastecimento de água potável em Campos Sales, Araripe e Salitre.

O reativamento já está possibilitando a distribuição de água em Campos Sales e Araripe. Em Araripe, o sistema está em fase de teste de adutora. Agora, o poço conta com uma vazão de 50 metros a mais que antes, distribuindo, por meio da nova bomba motora, 120 metros de vazão. Antes, o equipamento alcançava no máximo 70 metros.

Também chamado de PP05, o poço é considerado um importante recurso hídrico em períodos de escassez dos açudes responsáveis por abastecer os municípios. Ainda, a iniciativa possibilitou ampliar a matriz hídrica dos locais atendidos.

O reativamento já está possibilitando a distribuição de água em Campos Sales e Araripe
O reativamento já está possibilitando a distribuição de água em Campos Sales e Araripe (Foto: Assessoria de Comunicação Cagece)

Para que fosse possível, a força-tarefa contou com a parceria da Companhia de Recursos Hídricos (Cogerh), que realizoua verificação das condições internas em novembro de 2020. Depois que foi possível garantir a reativação, a Cagece investiu R$ 200 mil na compra de novos materiais, como uma nova bomba, materiais para a operação, além da contratação de profissionais especializados. No total, foram dois meses de planejamento e cinco dias para a instalação da nova bomba.

A coordenadora de operação industrial da Cagece, Arilete Barros, explica que o abastecimento nas três cidades era uma preocupação, levando o empenho de toda a equipe para concretizar a ação.

 

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Expediente

15:05 | Ago. 25, 2021
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Edição: Fátima Sudário e Regina Ribeiro
Capa e ilustração: Victor Beccari
Vídeo e imagem com montagem do esqueleto: Victor Beccari
Recursos digitais: Catalina Leite
Concepção visual: Catalina Leite

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Paleontólogos apresentam o pterossauro mais completo do Brasil

CIÊNCIA&SAÚDE
15:05 | Ago. 25, 2021
Autor Catalina Leite
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Catalina Leite Autor
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Imagine que você é um pesquisador e conhece uma espécie de bicho apenas por alguns crânios encontrados aqui e ali. Usando técnicas de comparação, você até consegue propor, com grande margem de acerto, como era o corpo daqueles animais; mas nada seria tão empolgante quanto vê-lo por completo: ossos e tecidos moles, a maioria deles ali, prontos para serem analisados.

Pois bem. Por muito tempo, a enorme crista e bico do Tupandactylus navigans (chamado de Tapejara navigans até 2007) eram as únicas pistas que os paleontólogos tinham do pterossauro caririense. Mas tudo muda nesta quarta-feira, 25 de agosto, com a publicação de um artigo na revista científica Plos One descrevendo o fóssil mais completo e bem preservado do Tupandactylus navigans, uma das 24 espécies de pterossauros encontradas na Bacia do Araripe, sítio paleontológico do Cariri.

O artigo foi coordenado pela paleontóloga Fabiana Costa, da Universidade Federal do ABC (SP), e tem como primeiro autor o Victor Beccari, da Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Paleontologia pela Nova School of Science and Technology (Portugal).

 

 

O grupo de tapejarídeos (do qual o Tupandactylus faz parte) também ocorreu no que hoje é a Espanha, o Marrocos e a China. No país asiático, os fósseis dos pterossauros também são bem completos, mas carecem de preservação de tecidos moles - como a queratina do bico e a membrana da crista.

Por isso, é até possível dizer que esse indivíduo é o ptero mais completo do mundo. Isso sem contar as investigações moleculares em andamento, que procuram possíveis traços de melanina na crista, como aconteceu com um Tupandactylus imperator, em 2019.

Ilustração do Tupandactylus navigans, agora o pterossauro com o esqueleto mais completo do Brasil.(Foto: Victor Beccari)
Foto: Victor Beccari Ilustração do Tupandactylus navigans, agora o pterossauro com o esqueleto mais completo do Brasil.

Além disso, os ossos faltosos do esqueleto - a ponta da cauda e algumas costelas - são bem menores, a ponto de nem prejudicarem na análise anatômica, destaca Felipe Lima Pinheiro, paleontólogo na Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e integrante da pesquisa.

Oriundo da Formação Crato (na Bacia do Araripe)o fóssil estudado pelo paleontólogo Victor Beccari, da Universidade de São Paulo (USP), tem mais de dois metros e meio de envergadura (ou seja, de uma ponta a outra das asas abertas), enquanto a crista no topo da cabeça tem meio metro de altura. No total, o pterossauro mede cerca de 1,40 metro - o que, comparado com outros pterossauros, nem é tão grande assim.

 

 

Mas apesar de os pterossauros serem conhecidos como os primos voadores dos dinossauros, o Tupandactylus navigans provavelmente não manjava tanto de voar. De acordo com Beccari, estudos de anatomia e comparações com outras espécies de pterossauros indicaram que o navigans passava mais tempo em terra firme, provavelmente alimentando-se de sementes e pinhos.

O voo era possível, sim, mas geralmente para fugir de possíveis predadores: parecido com o hábito dos pombos, que cismam em andar na rua e só planam para escapar dos carros em movimento.

 

 

 

Fóssil foi resgatado do tráfico em 2014

Mas sendo brasileiro, a história do esqueleto do pterossauro Tupandactylus navigans não começa hoje. Em 2014, ele quase foi retirado do Brasil pelo tráfico de fósseis, com destino à Europa, aos Estados Unidos e outros países do hemisfério norte. Graças a uma operação da Polícia Federal, ele foi interceptado junto a outros três mil fósseis contrabandeados no Porto de Santos (SP).

Após a operação, Tupa encontrou refúgio no Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP), integrando a exposição “Fósseis do Cariri”, no Museu de Geociências da universidade. Desde então, ele já tinha ganhado a fama de fóssil mais completo de um pterossauro do Brasil - só não tinha sido descrito ainda.

“Foi como uma vitória (contra o tráfico). Mas também foi estranho, porque se tudo fosse correto, talvez o fóssil estivesse no Cariri agora, sendo estudado por pesquisadores de lá”, comenta Victor Beccari. Para ele, houve também um grande peso de responsabilidade. Afinal, quando Victor começou a trabalhar com o espécime, ele ainda estava no segundo ano da graduação; e ele sabia, pela história do Tupandactylus, que ele precisava fazer um trabalho exímio.

Fóssil de Tupandactylus imperator leiloado em plataforma internacional.(Foto: Reprodução/Catawiki)
Foto: Reprodução/Catawiki Fóssil de Tupandactylus imperator leiloado em plataforma internacional.

“Ao mesmo tempo, foi muito bom ter um brasileiro descrevendo um fóssil geralmente descrito por alemães e britânicos”, comemora, fazendo alusão à dificuldade que o tráfico de fósseis impõe aos paleontólogos brasileiros. Quando esses materiais saem do Brasil, eles são vendidos para colecionadores de vários países do hemisfério norte e ficam limitados a coleções particulares, inviabilizando o acesso de brasileiros.

Os pesquisadores reforçam que os fósseis são patrimônio histórico e cultural do Brasil, além de serem grandes chamarizes para o turismo. É só imaginar o peso atrativo que há nos dizeres “pterossauro mais completo e bem conservado do mundo”: algo que, por muito pouco, não foi perdido para sempre, diz Felipe Pinheiro. “Parece que além da responsabilidade científica, tu tens uma responsabilidade social com aquele material”, comenta o paleontólogo.

 

 

 

Ciência contra a maré

Por trás da pesquisa, há ainda um tremendo esforço na análise do fóssil. Desde que Beccari viu pela primeira vez o esqueleto do Tupa. navigans, em 2016, ele tem trabalhado para garantir o máximo de detalhamento.

Por exemplo: o fóssil, encontrado em seis lajes de calcário, estava todo achatado, como é típico dos materiais vindos da Formação Crato. Para conseguir um modelo 3D dos ossos, Victor conseguiu submeter o material a uma tomografia no Hospital Universitário da USP. Com isso em mãos, o pesquisador pintou digitalmente osso por osso para um estudo mais detalhado do material - procedimento que durou três semanas. Tudo isso enquanto estudava e trabalhava como assistente em escolas, já que ele não tinha bolsa de iniciação científica.

Fóssil do Tupandactylus navigans na rocha, à esquerda, e, à direta o esqueleto organizado.(Foto: Victor Beccari)
Foto: Victor Beccari Fóssil do Tupandactylus navigans na rocha, à esquerda, e, à direta o esqueleto organizado.

“Mesmo que eu quisesse muito, nunca conseguia ter dedicação exclusiva. Não é uma situação agradável, até porque amor (à carreira) não me dá nutriente no final do dia”, desabafa. Ironicamente ou não, a notícia que evidencia o potencial científico brasileiro vem quase um mês após o apagão do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência federal de fomento à pesquisa.

“Saber que, se eu voltar para o Brasil (atualmente, Victor faz mestrado em Portugal), as minhas perspectivas iam cair é bem triste. Ao mesmo tempo, eu valorizo muito mais a pesquisa brasileira. A gente vê que as pessoas estão lutando”, afirma. Ainda há muitas perguntas a se responderem em relação ao Tupa. navigans, mas os passos já estão sendo dados, mesmo contra a maré do governo.

 

 

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Fósseis da Chapada do Araripe são encontrados com padre investigado por furto

Sob investigação
07:45 | Ago. 18, 2021
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Dezenas de fósseis encontrados na casa do padre potiguar, em Currais Novos, Rio Grande do Norte, pertencem ao museu do Centro de Pesquisas Paleontológicas da Chapada do Araripe (CPCA), no Crato. De acordo com o delegado Paulo Ferreira, titular da Delegacia Municipal de Currais Novos, os fósseis pertencem à Bacia do Araripe. Além do material sedimentar, foi encontrado com o padre uma vasta quantidade de objetos de arte sacra.

LEIA MAIS | Padre é investigado por furto de arte sacra no Rio Grande do Norte

O material foi apreendido na última quinta-feira, 13, quando foram cumpridos cinco mandados de busca domiciliar contra o suspeito, dois em Currais Novos e os outros três em Natal. Em entrevista ao O POVO, na mesma data, a assessoria da Diocese de Caicó (RN), informou que o padre faz parte do clero da Diocese de Humaitá no Amazonas (AM). A instituição nortista disse que o padre teve suas atividades sacramentais e administrativas suspensas por tempo indeterminado, enquanto as investigações estiverem em andamento.

De acordo com o paleontólogo e professor da Universidade Regional do Cariri (Urca) Álamo Saraiva, os fósseis encontrados com o padre são de plantas e peixes, entre eles o Rhacolepis buccalis, Cladocyclus gardneri e Tharrias araripis, além de uma planta ancestral das araucárias chamadas de Brachyphyllum castilhoi. Os objetos eram tombados e pertenciam ao CPCA, que foi desativado em setembro de 2020, quando todos os escritórios da Agência Nacional de Mineração (ANM) foram realocados apenas para as capitais.

Os fósseis foram enviados à Polícia Federal do Rio Grande do Norte, por se tratar de um crime federal. Ainda de acordo com a assessoria da PFRN, o Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens informou que tem interesse em incluir os fósseis no seu acervo. Por fim, a assessoria informou que a investigação está sob sigilo e as informações sobre autoria e outras circunstâncias do fato não poderão ser repassadas até a conclusão do procedimento policial, a fim de garantir o êxito dos trabalhos.

A reportagem entrou em contato, por telefone, com o chefe do escritório regional do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) no Crato, Artur Andrade, que afirmou que, na região do Cariri, é muito comum encontrar alguns fósseis de peixe sendo utilizados como souvenirs. Essa é uma das hipóteses que explicaria como esses fósseis foram parar nas mãos do padre.

Outra forma seria através de doações, que, por sua vez, só podem sair do local com a avaliação de uma instituição de pesquisa do ensino superior e com o aval do Ministério da Ciência e Tecnologia, contanto que não sejam raras e se tenha em quantidade excessiva naquele local. De acordo com a Lei 8.176/91, a exploração e comercialização de bens da União, sem autorização ou em desacordo com o que for estabelecido é um crime com pena de detenção de um a cinco anos e multa. 

Atualmente, os objetos que antes se encontravam no Museu do CPCA estão no escritório desativado da DNPM, no Crato. De acordo com Artur, algumas instituições do Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco já solicitaram a doação desses materiais sedimentares. "Estamos com uma relação e vamos na medida do possível atendê-las, mas a maioria do material fóssil deve ficar no Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, da URCA", finaliza.

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Troller: uma história mal contada do início ao fim

FORD
11:00 | Ago. 17, 2021
Autor Boris Feldman
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Tipo Opinião

Quando começou, em 1995, não passava de uma aventura empresarial em Horizonte (perto de Fortaleza-CE), sem grandes chances de sucesso. Mas, dois anos depois, a fábrica do jipe Troller foi adquirida por Mario Araripe, empresário da região, que investiu e ampliou suas instalações, além de tentar corrigir – tanto quanto possível – os problemas técnicos do produto.

Em 2006, Araripe errou ao “esticar” o chassis do jipe para lançar uma picape, a Pantanal. Mercadologicamente correto. Mas um desastre tecnológico, pois faltou engenharia no projeto e as longarinas (chassis) de quase todas as 77 unidades produzidas começaram a trincar.

No ano seguinte (2007), Araripe ganhou na loteria: a Ford pagou muitos milhões de reais por sua fábrica. A gigante norte-americana jamais revelou – é óbvio – o real motivo da aquisição: herdar os incentivos fiscais concedidos à Troller pelos governos estadual e federal. Com uma estratégica mudança geográfica: em vez de não pagar impostos pela produção de uma centena de jipes por ano no Ceará, a Ford estaria isenta também de tributos relativos a centenas de milhares de unidades do Ecosport e Ka produzidas em Camaçari, na Bahia. Depois, claro, de muita argumentação para convencer governadores e o presidente da República (Lula...) dos incontáveis benefícios da operação para a pátria amada.

Ou alguém é suficientemente ingênuo para acreditar que a Ford dependia da tecnologia de Mario Araripe para produzir jipes?

A rigor, uma grande maracutaia. Uma gigantesca sonegação de impostos rigorosamente legalizada. Golpe de Mestre da marca do oval.

Pressionada pelo governo cearense – preocupado com demissões –, a Ford manteve a produção do Troller. Mas, assim que sua engenharia detectou a fragilidade da picape Pantanal, nem tentou o recall: chamou logo os 77 donos (toda a produção...) e comprou-os de volta, pagando o valor de mercado sem pestanejar.

Forçada a mantê-lo em produção, a Ford aprimorou o jipe, dotou-o de dezenas de componentes da Ranger, Ecosport e todo seu know-how. Mas jamais arriscou afixar sua marca no jipe. Nenhuma das mais de 26 mil unidades produzidas (desde 1996) foi jamais considerada um Ford pela Ford....

No início deste ano, quando anunciou que fecharia suas fábricas no país, abriu exceção para a do Ceará, que teria suas operações mantidas até o fim deste ano, prazo considerado suficiente para vendê-la. Seus quase 500 funcionários comemoram seu destino, bem distinto dos 5.000 despedidos das instalações de São Bernardo do Campo, Camaçari e Taubaté.

Desde então, foram anunciadas diversas tratativas do governo do Ceará e da Ford para a venda da unidade de Horizonte e vários empresários se candidataram. Um deles assegurou investimento de R$ 750 milhões na fábrica.

Até que, na semana passada, a Ford dá o dito por não dito e volta atrás em seu compromisso de vender a Troller. Simplesmente avisou que os eventuais interessados só levariam galpão e máquinas. Porém, sem direito à marca nem ao produto. Verdadeira ducha de água fria nas negociações que deixou indignados o governo do Ceará e os candidatos ao negócio. Um deles investiu tempo e dinheiro nas negociações e se referiu à Ford em termos impublicáveis...

Se a compra da fábrica de Araripe teve contornos nebulosos, seu fim também está cercado de mistérios. A Ford, questionada, não se pronuncia: “Estratégia da empresa”, e estamos conversados. Surgiram diversas especulações sobre as causas dessa repentina e mal explicada guinada de 180º em sua decisão.
Que valor teria para ela a marca Troller? Levaria o projeto para outro país? Para a Argentina, talvez, onde já fabrica a Ranger? Não assina contrato de fornecimento de componentes para não se comprometer com o comprador?

Ou só pretende, por motivos cabulosos, enterrar a marca?

De concreto, a Ford vai produzir o Troller até setembro, componentes de reposição até novembro e demitir os 470 funcionários.

Uma história mal contada do início ao fim...

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Lucro Líquido da Cagece soma R$ 86,4 milhões e cresce 112,7% em 2021

Economia
19:48 | Ago. 12, 2021
Autor Redação O POVO
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Ao mesmo passo que atingiu uma receita bruta de R$ 825,1 milhões no primeiro semestre de 2021 - uma expansão de 112,7% sobre igual período de 2020 -, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) informou de um lucro líquido de R$ 86,5 milhões entre janeiro e junho deste ano. O montante significou um aumento de 112,7% no período analisado.

O Capex (os custos da empresa ao adquirir equipamentos e bens em geral) também cresceram, atingindo R$ 136,1 milhões - expansão de 9,1% sobre a primeira metade do ano de 2020.

Com isso, a Cagece contabiliza, para o fornecimento de água potável, 1,69 milhões de ligações ativas a partir de 98,32% de todo o Estado do Ceará coberto. A rede total contabiliza 15.484 quilômetros. Os números para o serviço de esgoto são de 658 mil ligações ativas a partir de 44,59% de cobertura no Estado e uma rede de 5.084 quilômetros de extensão.

O informe registrado na noite desta quinta-feira, 12, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ainda aponta que, "no 1S21, a receita bruta alcançou R$ 825,1milhões, um acréscimo de 9,1% em relação ao mesmo período do ano anterior" e a "receita líquida atingiu R$ 770,8 milhões, um aumento de 8,2% em relação ao 1S20".

Já o Ebitda, lucro antes dos juros, totalizou R$ 92,9milhões, com margem Ebitda de 24,2%. A companhia apresentou ainda uma dívida líquida no montante de R$ 155,4 milhões, representando uma redução de 37,7% em relação ao 1S20.

"Os resultados apresentados confirmam a tendência histórica de crescimento da Cagece desde 2016, com equilíbrio econômico-financeiro, foco em resultados e atendimento das necessidades de nossos clientes", diz, em nota, Álvaro de Paula, assessor de Relações com Investidores da Cagece.

Ele ainda reconhece os desafios para ampliar a cobertura, especialmente a do serviço de esgoto, a partir das exigências do novo marco legal do setor e aponta a necessidade de mais investimentos nos próximos anos.

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