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Cientistas cearenses lançam inventário de invertebrados do Ceará

Inventário compõe pesquisa, dividida em três partes, sobre biodiversidade cearense; mais de seis mil espécies de flora e fauna foram catalogadas por mais de 60 cientistas
Autor - Isabela Queiroz Especial para O POVO
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A equipe do Cientista Chefe do Meio Ambiente da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), em conjunto com a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) do Ceará, realizou um mapeamento para definir quantas e quais espécies de animais existem no Estado. O Inventário de Invertebrados do Ceará, parte final de uma trilogia de pesquisas, será apresentado no próximo dia 10 de agosto, às 14 horas, no canal do Youtube da Sema.

Realizada por mais de 60 especialistas, de 21 instituições, a pesquisa conta com mais duas partes: o Inventário da Fauna de Vertebrados, com 1.275 espécies, que foi lançado em fevereiro deste ano, e o Inventário da Flora, anunciado em maio, com 2.465 espécies.

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O inventário dos invertebrados possui 19 grupos distintos. Foram 2.345 espécies catalogadas em ambientes como sertão, manguezais, chapadas, serras, rios, lagoas, e nos ecossistemas marinhos (raso e profundo). Os grupos mais abundantes são moluscos (polvos, lulas, caracóis, búzios etc), com 670 espécies; aracnídeos (aranhas e escorpiões), com 281 espécies; crustáceos, com 248 espécies; abelhas, com 144 espécies; e formigas (211 espécies).

De acordo com o coordenador do Programa, Marcelo Soares, professor do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC), o Ceará é o primeiro Estado nordestino a realizar esse tipo de levantamento. A ideia é articular universidades e poder público, tendo como objetivo estabelecer políticas de conservação e uso sustentável econômica da biodiversidade do Estado. “Temos um grande patrimônio, que pode ser melhor aproveitado do ponto de vista econômico, e que precisa ser conservado para as futuras gerações”, afirma.

Ao todo, o mapeamento conseguiu registrar, em menos de um ano, que o Ceará tem no mínimo 6.085 espécies de animais e plantas. “O levantamento dos invertebrados é o grupo de animais mais diverso que existe. Muitas dessas espécies têm importância econômica para a sociedade cearense. Por exemplo, caranguejos, lagostas, siris, polvos, são recursos pesqueiros importantes tanto para a segurança alimentar como também para subsistência”, destacou Soares.

Para o geógrafo Eduardo Lacerda, integrante da equipe do Programa, a pesquisa contribui para o planejamento de preservação das espécies. “Com esse inventário, nós vamos poder trabalhar na elaboração das listas vermelhas, ou seja, vamos conseguir saber a situação de cada espécie, se está preservada, ameaçada, ou se corre risco de ser extinta. A partir desse trabalho, poderemos disponibilizar essas informações para que sejam transformadas em políticas públicas para conservação dessas espécies”, afirma.

O secretário do Meio Ambiente, Artur Bruno, ressaltou a importância do mapeamento da biodiversidade do Ceará, que segundo ele, além de ser inédito, é decisivo para o meio ambiente cearense. Ele afirmou ainda que até o próximo ano, o Governo Estadual estará trabalhando com as listas vermelhas para a criação de políticas de preservação da biodiversidade cearense. Além disso, o secretário ressalta que a pesquisa estará disponível no site da Sema para que pesquisadores tenham acesso e possam sugerir mudanças para contribuir com as informações.

Embora tenham como público-alvo gestores públicos, empresas, ONGs, estudantes e pesquisadores, todas as informações do Programa são de acesso livre e gratuito para a sociedade e irão ter atualização constante. Elas estão disponíveis no site da Sema.

Serviço

Lançamento do Inventário da Fauna de Invertebrados do Ceará

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Livro-álbum mostra em imagens a fauna e flora do Parque do Cocó

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08:04 | Ago. 05, 2021
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“Parque Estadual do Cocó: o sonho verde de Fortaleza” é o nome dado ao livro-álbum lançado na noite dessa quarta-feira, 4, pelo Instituto de Estudos e Pesquisas Sobre o Desenvolvimento do Estado do Ceará (Inesp). A publicação é fruto de parceria entre a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e a Assembleia Legislativa do Ceará (AL). 

O propósito da obra é registrar toda a diversidade de fauna e da flora do Parque de Cocó, retratando um grande pedaço do patrimônio ambiental do Ceará.

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O ecossistema do Cocó varia de áreas com manguezais, dunas, restinga e mata de tabuleiro. O Parque faz parte do grupo da Unidade de Conservação (UC) de proteção integral. Na área, a população pode realizar atividades como trilhas ecológicas, arvorismo e passeio de barco. O Cocó também é o maior parque natural em área urbana do Norte e do Nordeste e o quarto da América Latina.

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Colóquio discute interações entre criança, cidade e meio ambiente

Ceará
07:24 | Jul. 27, 2021
Autor Isabela Queiroz Especial para O POVO
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Isabela Queiroz Especial para O POVO Autor
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Tipo Noticia

O Instituto da Infância (Ifan) realiza o Colóquio Infâncias, Cidade e Meio Ambiente nos dias 27 e 29 de julho. O evento é gratuito e emite certificado de participação. Os interessados podem se inscrever por meio da plataforma de eventos on-line Sympla. As vagas são limitadas.

O evento acontece em duas manhãs de programação on-line por meio da plataforma Zoom e convida a comunidade acadêmica brasileira e profissionais voltados às interações possíveis entre criança, cidade e meio ambiente a ouvirem especialistas e refletirem sobre o assunto.

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Além de rodas de conversa abertas à participação do público, o Colóquio exibe a websérie jornalístico-documental “Infâncias, Cidade e Meio Ambiente”, produção audiovisual que acaba de ser concluída pelo IFAN e aborda o direito da criança à cidade e ao meio ambiente de qualidade.

O evento encerra o ciclo 2021 de atividades desenvolvidas pela Ação Olhares Eco Protetores, do Projeto Primeira Infância é Prioridade, que é realizado pelo IFAN em parceria com a Rede Nacional da Primeira Infância (RNPI), ANDI Comunicação e Direitos e conta ainda com o patrocínio da Petrobras.

Lançamento de websérie jornalístico-documental 

Em quatro episódios de cinco minutos cada, a websérie “Infâncias, Cidade e Meio ambiente” compartilha reflexões, insights e experiências de profissionais atuantes pelo direito das crianças viverem em cidades lúdicas, arborizadas e seguras.

O primeiro episódio da produção aborda o confinamento da infância na modernidade e explica porque as crianças precisam de experiências em espaços públicos, especialmente na natureza. Já o segundo episódio faz uma análise da paisagem urbana e natural da cidade de Fortaleza, além de refletir sobre a atual oferta de espaços para a criança na Capital cearense.

O episódio de número três passeia sobre aspectos territoriais e sociais da região do Grande Mucuripe, conjunto de bairros localizado no extremo nordeste de Fortaleza. No quarto e último episódio, a série destaca a necessidade do poder público ouvir as crianças na elaboração dos planejamentos urbanos das cidades e narra experiências de Fortaleza (CE) e Jundiaí (SP) nesse sentido.

A websérie “Infâncias, Cidade e Meio ambiente” será publicada na íntegra na internet. A partir do dia 29 de julho, todos os episódios estarão disponíveis no canal de YouTube “Instituto da Infância - IFAN” e no perfil do IFAN no Instagram (@ifan.institutodainfancia).

Programação do Colóquio

Dia 1 - 27/7

8:00h às 8:30h - Abertura: IFAN, ANDI Comunicação e Direitos e Petrobras

8:30h às 8:40h - Lançamento da websérie jornalístico-documental "Infâncias, Cidade e Meio ambiente" (Exibição de episódios 1 e 2)

8:40h às 9:40h - Roda de Conversa 1 - Tema: Como reaproximar a criança urbana da natureza?

Convidados:

Marieta Colucci (SP), arquiteta, co-fundadora e educadora do Apé - Estudos em Mobilidade e consultora em planejamento urbano no Centro de Criação de Imagem Popular – Cecip.

JP Amaral (SP), coordenador do Programa Criança e Natureza do Instituto Alana.

Guilherme Blauth (SC) artista, facilitador de brincadeiras e pesquisador em educação, infância e natureza.

9:40h às 10:00h - Encerramento com Facilitação Gráfica

Dia 2 - 29/7

8:00h às 8:30h - Abertura

8:30h às 8:40h - Continuação da websérie jornalístico-documental "Infâncias, Cidade e Meio ambiente" (Exibição de episódios 3 e 4)

8:40h às 9:40h - Roda de Conversa 2 - Tema: Quem é a criança fortalezense e por que escutá-la?

Convidadas:

Lara Picanço (CE) pedagoga, Vice-presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica).

Mariana Gomes (CE) gerente de Projetos no Laboratório de Inovação da Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação de Fortaleza (Citinova).

Rita de Cácia Oenning da Silva (SC) diretora executiva da Usina da Imaginação, cineasta, realiza filmes e projetos de engajamento envolvendo crianças e seus familiares em diferentes contextos.

9:40h às 10:00h - Retrospectiva do evento, Facilitação Gráfica e agradecimentos

Serviço

Colóquio Infâncias, Cidade e Meio ambiente

Inscrições: Sympla

Data: 27 e 29 de julho de 2021.

Horário: 8h às 10h.

Local: Transmissão via Zoom, pela plataforma de eventos on-line Sympla

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Heitor Férrer: Crime ambiental sob as bençãos do poder público

00:00 | Jul. 24, 2021
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Tipo Opinião

Uma temática que é objeto de preocupação ambiental no mundo inteiro, a gestão correta de resíduos sólidos no Brasil deve incluir a participação do Poder Público, das empresas e da população.

É a partir desse gerenciamento que se alcança melhor aproveitamento da matéria-prima e, em consequência, reduzem-se as agressões ao meio ambiente.

No entanto, enquanto o tema é motivo de intensos debates país afora, a reciclagem e reutilização de Heitor Férrer resíduos sólidos tem sido negligenciada nos últimos anos no estado do Ceará, incorrendo na prática de grave crime ambiental e que resulta no enriquecimento de empresas com o aval do Poder Público.

Essa denúncia foi levantada por nós, no início deste mês, na tribuna da Assembleia Legislativa e por meio de nossas redes sociais.

Embora a Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabelecida pela Lei Federal nº 12.305/2010, e a Política Estadual, regulamentada pela Lei Estadual nº 16.032/2016, determinem que esses resíduos devem ter uma destinação ambientalmente correta, tais diretrizes têm sido desrespeitadas por usinas que possuem autorização do Poder Público para fazerem a reciclagem, mas não a fazem.

Em visita a dois desses equipamentos no município de Itaitinga, por exemplo, o cenário encontrado foi de entulhos e lixões, sem qualquer movimentação de máquinas ou pessoal operando. Vasta documentação confirma que as usinas têm licença para reciclar, no entanto seguem inoperantes.

Ora, ao não executarem a atividade fim para qual possuem autorização para realizar, essas usinas deixam um passivo ambiental inaceitável e incompatível com as políticas nacional e estadual de resíduos sólidos e configuram-se em prática de grave crime ambiental.

Diante deste fato determinado não há outro caminho senão o de pedirmos a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI na Assembleia Legislativa para que se possa apurar as responsabilidades nas esferas privada (empresas) e pública (prefeituras e governo) sobre as irregularidades do caso.

Mais do que uma prerrogativa nossa enquanto deputado estadual, a medida é um dever que temos de prestação de contas para a sociedade cearense. n

 

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"Maceió", primeiro peixe-boi marinho reabilitado no Ceará, é encontrado morto no Piauí

FAUNA MARINHA
23:46 | Jul. 23, 2021
Autor Leonardo Maia
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Tipo Notícia

O primeiro peixe-boi-marinho reabilitado no Ceará, nomeado como Maceió, foi encontrado morto no Rio Portinho, no município de Luís Correia, localizado no litoral do Piauí. O encalhe do animal foi identificado na manhã dessa quinta-feira, 22, pela equipe de resgate do Programa de Mamíferos Marinhos (PMM) da ONG Aquasis.

A Aquasis, em nota divulgada em suas redes sociais, disse que acredita que o animal foi atropelado acidentalmente por alguma embarcação. Em exames realizados no peixe-boi, foram verificadas diversas cicatrizes e cortes na pele, sendo “alguns sugestivos de terem sido provocados por hélices de embarcação”, conforme a ONG. Além disso, a escápula do animal estava fraturada e havia hemorragias em músculos do local.

Após a realização da soltura do animal, na Praia de Peroba, em Icapuí, no dia 25 de maio, o animal perdeu o equipamento de rastreamento após sete dias da sua liberação e não foi mais encontrado, apesar dos esforços intensos da Aquasis. A carcaça do peixe-boi foi levada para o Centro de Reabilitação de Mamíferos Marinhos (CRMM) da Aquasis, em Caucaia, para realização da necropsia e investigação da causa da morte.

“A equipe da Aquasis está consternada com a morte do Maceió, animal que foi resgatado ainda recém-nascido após encalhar no Pontal do Maceió, em Fortim/CE. Foi cuidado com muita responsabilidade, carinho e dedicação pelos nossos profissionais e voluntários durante mais de sete anos”, considerou a ONG em nota. “Apesar da perda difícil, seguiremos firmes com o nosso compromisso de atuar pela conservação desta espécie ameaçada de extinção.”

Entenda o caso

A Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis) realizou a soltura do primeiro peixe-boi-marinho reabilitado no Ceará, na manhã do dia 25 de maio, em Icapuí, no litoral cearense. "Maceió", nomeado assim em homenagem ao local de encalhe (Pontal de Maceió), foi resgatado em 15 de dezembro de 2013, com cerca de um ano de vida.

O mamífero marinho ficou seis anos em reabilitação no Sesc de Iparana e outros 10 meses em readaptação no primeiro Cativeiro de Aclimatação para peixes-bois-marinhos do Estado, na praia de Peroba. Outros três peixes-bois adultos estão no cativeiro, aguardando a soltura em breve.

Com objetivo de integrar as comunidades costeiras e veranistas ao processo de conservação do peixe-boi, a instituição está realizando uma campanha de educação socioambiental, informando sobre as ações da Aquasis nas etapas de aclimatação, soltura e monitoramento do animal. Se estendendo ao reporte de avistamentos do mamífero, principalmente se o peixe-boi-marinho estiver portando o rádio transmissor acoplado em sua cauda.

 

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G20: países devem recuperar solos degradados e ter gestão sustentável da água

meio ambiente
00:30 | Jul. 23, 2021
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Tipo Notícia

Com uma reunião do G20 em Nápoles, na Itália, para discutiu biodiversidade e meio ambiente, manifestantes aproveitaram para cobrar ações de sustentabilidade e proteção ambiental para conter e reverter a degradação. Entre os manifestantes estavam membros da Extinction Rebellion e Fridays for Future. Hoje, 23, a agenda discute energia e mudanças climáticas e são esperados mais protestos e um comunicado da cúpula mais desafiador. 

Nesta quinta-feira, 22, o comunicado, após reunião de ministros do Meio Ambiente do bloco, enfatiza sua defesa da biodiversidade, do uso eficiente dos recursos naturais e de uma economia circular, bem como de finanças sustentáveis, como por exemplo no financiamento da proteção de ecossistemas.

O G20 defende que os países promovam medidas para recuperar solos degradados, em linha com as metas da Agenda 2030. Também afirma que é preciso haver uma gestão sustentável da água, com acesso a água potável de modo igualitário, bem como argumenta pelo reforço na proteção a mares e oceanos.

Sobre a economia circular, diz que ela é defendida para reforçar a cooperação multilateral, reduzir a pegada ambiental e se garantir a sustentabilidade de modelos de produção e de consumo. Na questão das finanças sustentáveis, o G20 afirma que é preciso haver foco nas necessidades de financiamento específicas para a proteção e a restauração de ecossistemas, como contribuição para o trabalho do grupo sobre o formato futuro do sistema financeiro global.

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