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Ceará
NOTÍCIA

Advogada presa é acusada de repassar informações a membros de facção criminosa

Samya estava na casa de parentes em Santa Catarina quando foi presa. Ela, que possui antecedentes por receptação, também é acusada de acessar processos de forma fraudulenta

Marília Freitas
12:01 | 10/06/2021
O homem foi encontrado em Pernambuco após deixar Juazeiro do Norte (Foto: Divulgação/SSPDS)
O homem foi encontrado em Pernambuco após deixar Juazeiro do Norte (Foto: Divulgação/SSPDS)

Uma advogada cearense investigada enquanto integrante de uma organização criminosa foi presa na quarta-feira, 9, pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE). A captura de Samya Brilhante Lima, 38, aconteceu no estado de Santa Catarina, na cidade de Joinville, a cerca de 183 km da capital Florianópolis. Ação faz parte inquérito conduzido pela Delegacia de repressão às Ações Criminosas (Draco).

As informações sobre o trabalho foram divulgadas em coletiva de imprensa na manhã de hoje, 10. Após o inquérito instaurado pela Draco, foi percebido que Samya atuava junto a chefes criminosos recolhidos no sistema prisional cearense, no repasse de informações para outros membros do grupo. 

Ela também é suspeita de acessar, de forma fraudulenta, processos judiciais que se encontram em segredo de Justiça. Com os indícios, a PCCE representou pelo mandado de prisão preventiva da advogada. Após deferimento pelo Poder Judiciário, os policiais civis iniciaram diligências e levantamentos, até chegaram ao estado de Santa Catarina. A Polícia Civil de Santa Catarina ajudou na ação. 

Samya estava na casa de parentes quando foi presa. Ela já possui antecedentes criminais no Ceará: um crime de receptação a partir de um inquérito policial instaurado em 2015, na Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC). Os policiais seguem em investigação para identificar outras pessoas que tenham envolvimento com atividade ilícita. O recambiamento de Samya ao Ceará segue em andamento.

Em 2020, a PCCE efetuou 44 prisões fora do Ceará, em estados como Bahia, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo. A Draco segue recebendo mais informações sobre o caso através do WhatsApp (85) 989690182. As denúncias também podem ser feitas para o número 181, Disque-Denúncia da SSPDS, ou no telefone (85) 3101-0181. O sigilo e anonimato são garantidos.