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Em 4 anos, Casa da Gestante realizou mais de 2 mil atendimentos; confira dicas para grávidas

Equipamento de suporte à Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, a Casa da Gestante acolheu 296 recém-nascidos. Obstetra e chefe da Emergência da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand dá dicas e reforça a importância das grávidas manterem o pré-natal, mesmo na pandemia

18:19 | 31/05/2021
A Casa da Gestante oferece acolhimento humanizado, orientações de saúde e autocuidado, cuidados e acompanhamento especializado (Foto: Reprodução/Acervo Pessoal)
A Casa da Gestante oferece acolhimento humanizado, orientações de saúde e autocuidado, cuidados e acompanhamento especializado (Foto: Reprodução/Acervo Pessoal)

Desenvolvida para ser um local que pudesse possibilitar cuidado especializado de saúde para gestação de alto risco e puerpério para mães e seus recém-nascidos, a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera (CGBP) completou quatro anos este mês de maio e já foi lugar de acolhimento para 2.123 mulheres e 296 recém-nascidos. São pacientes que recebem atendimento e lar provisório após constatada gravidez de risco e/ou em casos de mães que precisam de cuidados especiais durante o puerpério.

A Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (Meac), do Complexo Hospitalar da UFC/Ebserh, encaminha as gestantes pela emergência ou por outros setores da MEAC. Uma fica a aproximadamente 250 metros de distância da outra, facilitando o acesso e o atendimento quando necessários. 

Além de servir como uma residência provisória, o equipamento também é local de espera enquanto se aguarda algum tipo de atendimento hospitalar, como exames e partos, principalmente para aquelas que não possuem condições de se locomover com tanta frequência de sua cidade natal para a Capital. 

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Karla Abreu, coordenadora da Casa da Gestante da Meac, diz que a Casa da Gestante se consolidou como um importante equipamento de saúde pública nesses quatro anos. "Além de prestar uma assistência de qualidade ao período gestacional da usuária, também é um binômio mãe-bebê. Nós temos quatro anos de um trabalho muito importante e muito necessário para tantas mulheres que chegam muito fragilizadas por vivenciarem uma gestação de alto risco, mas que vão embora, ao fim do tratamento, com outra cabeça, outra vivência, mais confiantes e mais conscientes dos cuidados com o bebê."

É um tipo de "meio termo entre o hospital e a casa das usuárias", segundo Karla.  "Elas não estão graves ou com alguma patologia que necessite de internação, mas também não estão totalmente aptas para estarem em suas casas. Então, elas ficam por um tempo conosco durante o tratamento e acompanhamento que necessitam."

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É o caso de Maria Magalhães, 36, grávida de 17 semanas e portadora de incompetência istmo cervical, problema que a levou a ter três abortos espontâneos. "Somos muito bem acolhidas e temos todos os cuidados necessários. Qualquer dor que a gente sinta, eles já ficam atentos em tudo", diz. 

Dicas importantes para gestantes durante a pandemia

Devido à pandemia, a Casa da Gestante não teve comemoração presencial pelos quatro anos de funcionamento. Mas os profissionais do equipamento aproveitaram para intensificar as atividades educativas às grávidas atendidas no local.

Por conta do isolamento social para conter a Covid-19, muitas mulheres, por medo de sair de casa, abandonaram o pré-natal. Outras tantas que engravidaram durante este período acabaram por iniciar os acompanhamentos essenciais tardiamente.

Zeus Peron, obstetra e chefe da Emergência da Meac, explica que os riscos de uma gravidez durante a pandemia podem ser diminuídos justamente por meio de todos os protocolos necessários durante uma gestação, além de cuidados e atitudes conscientes por parte da gestante. Confira as dicas:

  • Fazer o pré-natal regularmente;
  • Tomar as vacinas necessárias enquanto gestante, sendo elas: tétano, hepatite, H1N1 e Covid-19;
  • Respeitar o isolamento social, mas, se for necessário sair de casa, usar máscara, álcool em gel e evitar locais aglomerados.

Sobre a vacinação, o médico enfatiza que as doses de vacina da Covid-19 estão salvando vidas e ajudando a diminuir o número de mortes. Além disso, há casos comprovados de bebês, aqui no Brasil, que estão nascendo com anticorpos contra o vírus, apesar de ainda estarem em processo de estudo para real comprovação científica.