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Ceará
NOTÍCIA

No Pecém, White Martins produz mais de duas toneladas de gases por dia

Unidade da White Martins no Ceará, maior planta do estado, produz mais de duas mil toneladas de gases por dia. O oxigênio hospitalar passou a ser a maior demanda durante e pandemia da Covid-19 e o colapso em Manaus

Demitri Túlio
13:09 | 24/04/2021

O fornecimento de oxigênio hospitalar para Fortaleza não estaria comprometido, mesmo com a explosão de parte da unidade da White Martins localizada na capital cearense. Pelo Twitter, o prefeito José Sarto (PDT) informou que a produção não teria sofrido prejuízo para os hospitais.

"Pessoal, passando aqui para tranquilizar os fortalezenses, pois conversamos com os representantes da White Martins e eles nos asseguraram que, neste momento, o abastecimento de oxigênio nas nossas unidades hospitalares não será afetado", informou José Sarto, prefeito de Fortaleza.    

Um contrato, segundo o site da Prefeitura de Fortaleza, assegura à rede hospitalar 900 mil m³ de oxigênio "a serem utilizados de setembro de 2020 a setembro de 2021. Entre novembro e dezembro do ano passado até 29/1/2021, "os hospitais utilizaram 25% da capacidade total. Além disso, foi aberto um processo de aditivo desse valor que pretende disponibilizar mais 225 mil m³ de oxigênio à rede", informa a plataforma.

O Município, registra o site municipal, disponibiliza oxigênio a pacientes nos 10 Hospitais, seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e 116 Unidades de Atenção Primária à Saúde (UAPS). O insumo nas unidades pode ser usado no auxílio da respiração de usuários, nebulização, casos de intubação e no tratamento de doenças respiratórias, possibilitando segurança e estabilidade para o paciente. O oxigênio serve também em casos de inalação, expurgo, esterilização de equipamentos e outros casos.

De acordo com informações da Secretaria da Saúde de Fortaleza, "as unidades hospitalares e pré-hospitalares, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e três UPAs municipais, possuem tanques de oxigênio, cujo tamanho varia conforme a demanda da unidade, e que são reabastecidos constantemente".

PRODUÇÃO NO PECÉM

A maior planta de produção da White Martins (WM), no Ceará, está localizada na Zona de Processamento de Exportação do Porto do Pecém (ZPE Ceará). Entre janeiro e fevereiro deste ano, quando a Manaus passava por uma crise sem precedente com a falta de oxigênio para pacientes graves com a Covid-19, a empresa passou a enviar semanalmente 70 mil metros cúbicos (m³) do gás para atender os hospitais da capital do Amazonas.

De acordo com o site da WM, a empresa, numa operação conjunta com as Forças Armadas do Brasil, transportou para Manaus 1,7 milhão de metros cúbicos de oxigênio, na forma líquida e gasosa, produzidos nas unidades da White Martins em outros estados brasileiros. Ao todo, 84 equipamentos criogênicos foram deslocados de outras regiões para atender a esta operação.

O oxigênio hospitalar produzido pela WM no Ceará foi destinado aos hospitais da rede pública e privada do Amazonas. A empresa também possui uma unidade em Manaus, mas diante da situação caótica que havia se instalado na capital amazonense foi obrigada a recorrer à produção de outros estados.

A unidade do Ceará, segundo o site da empresa, tem capacidade total de produzir mais de duas mil toneladas de gases por dia. Além do oxigênio, o nitrogênio, dedicado à preservação do sangue e tecidos vitais, também é produzido na planta local.

Não fosse a pandemia do novo coronavírus, que vem consumindo vidas, recursos financeiros e que mudou o cotidiano do mundo desde o ano passado, a WM estaria produzindo oxigênio para atender a demanda hospitalar “normal” e para a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).

A White Martins representa, de acordo com informações do site do Governo do Ceará, na América do Sul, a Linde. A maior empresa global de gases industriais e engenharia. A unidade instalada na ZPE Ceará atende, principalmente, a demandas nas regiões Norte e Nordeste.