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Ceará
NOTÍCIA

Rede Acolhe tem 109 famílias vítimas de violência institucional cadastradas

Programa visa atender famílias que sofreram algum tipo de violência institucional. O atendimento segue de forma remota, por telefone ou email, de segunda a sexta, das 8h às 17h.

Marília Freitas
09:33 | 25/02/2021
Projeto funciona desde 2017. (Foto: Divulgação)
Projeto funciona desde 2017. (Foto: Divulgação)

Em 2020, a Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE) registrou a inclusão de 109 famílias na Rede Acolhe, iniciativa que presta assistência às vítimas de violência institucional, com o intuito de diminuir a revitimização e os danos causados. As famílias cadastradas foram inseridas no projeto após a busca ativa feita pela equipe e de vítimas que procuraram o serviço após sofrerem algum tipo de violência institucional ou de expulsões forçadas de suas moradias.

O projeto funciona desde julho de 2017. A defensora pública Lara Teles, que coordena a Rede Acolhe, explica que muitos pessoas não buscam inicialmente a assistência jurídica ou sequer sabem que podem recorrer à Rede. "São pessoas que vivem com medo. Famílias que tiveram entes assassinados de maneira brutal e, em alguns casos, chegaram a romper laços não só dentro de si, com parentes, mas com a comunidade onde moravam", exemplifica.

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Ano passado, o Estado do Ceará registrou 4.039 crimes violentos letais e intencionais (CVLI), de acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). No mesmo ano, o mês de abril teve o maior número de mortes por intervenção policial desde 2013, início da série, com 35 casos.

Para ter acesso a Rede Acolhe, foram disponibilizados os telefones (85) 988955723, bem como o e-mail: [email protected] O atendimento é de segunda a sexta, das 8h às 17h.