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Ceará
NOTÍCIA

Frutas têm baixa de preços no Ceará, mas produtos da cesta básica disparam

Uma das maiores altas é do arroz, impactado pela grande procura do mercado externo

10:55 | 23/10/2020
FORTALEZA, CE, BRASIL, 27-01-2015:  Manga, banana, maracujá, abacaxi e melancia apresentaram queda nos preços (Foto: CAMILA DE ALMEIDA)
FORTALEZA, CE, BRASIL, 27-01-2015: Manga, banana, maracujá, abacaxi e melancia apresentaram queda nos preços (Foto: CAMILA DE ALMEIDA)

Na Central Estadual de Abastecimento (Ceasa) a queda de preço de alguns alimentos, como a manga, banana, maracujá, abacaxi e melancia são destaque. Por outro lado, a maioria dos alimentos da cesta básica apresentou aumento. As informações são de quinta-feira, 22.

Das frutas que ficaram mais acessíveis ao consumidor, são destaque a melancia, com uma diminuição de 16,67%.  De acordo com Odálio Girão, analista de mercado da Ceasa, essa queda é resultado da boa colheita no Vale do São Francisco e litoral Leste do Ceará e em Acaraú. O abacaxi pérola teve uma queda de 17,86%. Já a tangerina apresentou disparo de 26,32% nos preços, e a uva de 27,27%. O tomate contou com um aumento de 130% e está custando R$ 6 o quilo.

Mercado externo afeta preços de cerais e lacticínios

 

A surpresa ficou com os alimentos pertencentes à cesta básica. A maior variação de preço foi na farinha amarela/branca, com o aumento de 25%, passando de R$2,40 para R$3,00. O arroz parboilizado também teve aumento significativo, de 8,70%, passando de R$4,60 para R$5,00. Sobre o aumento do cereal, Odálio Girão explica que o produto está sendo muito exportado, o que impacta a oferta local. "O Brasil tem uma produção baixa de arroz, sendo mais no Rio Grande do Sul. E está sendo exportado para países da América Latina, como Colômbia, Peru, Venezuela. Nosso potencial de arroz ainda não é suficiente para manter o mercado bem abastecido”, avaliou.

No setor de carne e lacticínios da cesta básica, o crescimento mais sensível ficou com o frango, custando de R$7,00, para R$7,50; e na manteiga, que de R$33,00 passou para R$38,00. “Os insumos para manter os animais está mais caro. A ração animal é comprada em dólar, e como essa moeda está em alta, isso impacta em preços elevados do produto final, afirma Odálio Girão.