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Ceará
NOTÍCIA

Grupo suspeito de matar motorista atuava há pelo menos cinco meses em Fortaleza

Cinco homens foram presos na madrugada desta sexta, 14. Investigações apontaram que os suspeitos praticavam roubo a motoristas de aplicativo na Capital e revendiam peças para lojas

09:11 | 14/08/2020
ALEXANDRE Hadlich Fernandes, motorista de aplicativo, foi encontrado morto em Aquiraz com marcas de violência  (Foto: reprodução/ arquivo pessoal )
ALEXANDRE Hadlich Fernandes, motorista de aplicativo, foi encontrado morto em Aquiraz com marcas de violência (Foto: reprodução/ arquivo pessoal )

Atualizada às 14h30min

Equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) identificaram e capturaram, na madrugada desta sexta-feira, 14, cinco homens que estariam envolvidos no latrocínio do motorista de aplicativo Alexandre Hadlich Fernandes, 32. O grupo é suspeito de praticar crimes contra motoristas de aplicativos em Fortaleza há pelo menos cinco meses. Dois carros, dois sons automotivos, um bloqueador de sinal GPS e uma arma de fogo calibre 38 - possivelmente utilizada na execução da vítima - foram apreendidos. Um sexto homem já foi identificado, mas não foi localizado. Ele seria o autor dos disparos contra o motorista.  

Durante as investigações, a Polícia levantou informações sobre um grupo investigado por desmanche de carros. Segundo apurações, o grupo solicitou uma corrida pelo aplicativo InDriver a partir do bairro Maraponga, em Fortaleza. Assim que Alexandre parou o veículo, foi rendido. Os suspeitos teriam exigido que o motorista fosse para o banco de trás. Nesse momento, Alexandre teria reagido e foi atingido por disparos de armas de fogo.

Um carro modelo VW Fox estaria dando apoio à ação criminosa próximo ao local onde Alexandre parou para o embarque dos passageiros. Conforme as investigações, os suspeitos então seguiram em fuga com o carro e o corpo da vítima até a área de matagal, na BR-116, em Aquiraz. O veículo de Alexandre ainda não foi encontrado.

Os suspeitos presos foram identificados pela Polícia como Luan Vitor Araújo Silva, 22, Lucas Monteiro de Freitas, 21, suspeitos de estarem no local do crime; Bruno Alisson Sousa, 24, com antecedentes por homicídio, roubo e tráfico de drogas, apontado como articulador do grupo e responsável por planejar ações criminosas; Helry Monteiro Araújo, 37, com passagens por homicídio e porte ilegal de armas de fogo. De acordo com as investigações, Helry teria fornecido o veículo e escondido o primo Luan para que ele não fosse encontrado. O quinto preso é Vinicius Mahon Paiva, 26, suspeito de comprar produtos roubados pelo grupo e revendê-los em lojas de peças de automóveis na Capital. 

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A vítima estava desaparecida desde a segunda-feira, 10. Na última quarta-feira, 12, a companheira de Alexandre informou através das redes sociais que o corpo do motorista foi encontrado.

O autor do disparo ainda não foi identificado. De acordo com o delegado geral da Polícia Civil, Marcos Rattacaso, um dos homens presos, Luan Araújo, informou que quem teria dados os tiros contra o motorista seria o sexto suspeito, que está foragido. O objetivo da quadrilha, ainda de acordo com o delegado, é o de roubar os veículos. A morte de Alexandre ocorreu, segundo a Polícia, por conta de sua reação.  "O aplicativo permite que o usuário escolha o tipo de carro que vai ser utilizado. Ao tentarem realizar o assalto, o motorista teria reagido e foi atingido por dois disparos", avisa. Exames de balística serão realizados para se descobrir quem é o autor disparos e verificar se a arma também foi usada em outros quatro casos de homicídio de motoristas de aplicativo.