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Ceará
NOTÍCIA

Um mês sem Mizael: família soltará balões como pedido de Justiça à morte do menino

Mizael foi morto em casa na madrugada do dia 1º de julho, durante uma operação policial, em Chorozinho, a 72 km de Fortaleza

Ismia Kariny
13:22 | 31/07/2020
  Na foto, MIzael Fernandes da Silva, assassinado por policiais enquanto dormia na casa da tia ( (Foto: FCO FONTENELE)
Na foto, MIzael Fernandes da Silva, assassinado por policiais enquanto dormia na casa da tia ( (Foto: FCO FONTENELE)

A família de Mizael Fernandes está organizando uma homenagem com soltura de balões para pedir Justiça ao garoto de 13 anos, que morreu em casa durante uma operação policial em Chorozinho, no dia 1º de julho. De acordo com a Defensoria Pública do Estado do Ceará, que faz o acompanhamento do caso Mizael, a ação deve ocorrer no próximo domingo, 2, na localidade de Triângulo, onde tudo aconteceu.

“É um caso bastante grave e articulamos toda a rede de assistência integral às vítimas de violência do Estado para que todos os familiares possam estar em segurança, que haja celeridade no curso da investigação e, consequentemente, a responsabilização dos autores”, disse a defensora pública Mariana Lobo responsável pelo atendimento, em nota.

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O caso do menino está sendo acompanhado por meio do Núcleo de Direitos Humanos e Ações Coletivas, da Defensoria Pública, e também pelo projeto Rede Acolhe. Ambas as iniciativas estão dando assistência jurídica a família e realizando os encaminhamentos necessários para atendimentos psicossociais.

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Segundo a Defensoria, a morte do menino Mizael coincidiu com o mês em que o Estatuto da Criança e do Adolescente completou 30 anos. “De acordo com as estatísticas disponibilizadas pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), vimos que, de janeiro a junho deste ano, 96 pessoas já morreram em intervenções policiais no Ceará”, destaca a Defensoria em nota.

Sobre a Rede Acolhe

A Rede Acolhe integra uma rede intersetorial que busca diminuir a revitimização e os danos causados pela violência, reduzindo os potenciais de ocorrências de novos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs). De acordo com a Defensoria Pública, as mulheres são as que mais buscam o serviço, que foi criado em 2017 para atender às vítimas da violência em Fortaleza.

Este recorte de gênero prevaleceu nos 89,08% dos casos atendidos entre junho de 2017 a junho de 2019 pelo programa. Para acessar o serviço, basta entrar em contato pelo telefone (85) 9 8895.5723 e e-mail [email protected]