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Ceará
NOTÍCIA

Campanha procura amenizar dores de mulheres agredidas durante confinamento

O projeto, da Associação Marta, possibilita que essas mulheres entrem em contato com advogadas e psicólogas, além da escuta solidária

21:51 | 28/07/2020
 Os serviços acontecem de forma online e gratuita, e a associação garante atendimentos múltiplos com profissionais capacitadas, além do sigilo profissional (Foto: Reprodução/Instagram @associacaomarta)
Os serviços acontecem de forma online e gratuita, e a associação garante atendimentos múltiplos com profissionais capacitadas, além do sigilo profissional (Foto: Reprodução/Instagram @associacaomarta)

Entre 3 de agosto e 4 de setembro, acontecerá a segunda edição da Campanha Marta Escuta, que busca amenizar a dor de mulheres confinadas com seus agressores no Ceará. O projeto, da Associação Marta, possibilita que essas mulheres entrem em contato com advogadas e psicólogas, além da escuta solidária. Os serviços, de forma online e gratuita, garantem atendimentos múltiplos com profissionais capacitados.

Na primeira edição, foram realizadas 17 escutas solidárias e 17 assessorias jurídicas, sendo cinco desses para pessoas de fora do Ceará. De acordo com o Instituto, as principais dúvidas foram em relação a divórcio, a guarda dos filhos e como fazer a denúncia do agressor. A partir do dia 29 de julho, já é possível fazer agendamentos, no link compartilhado no Instagram @associacaomarta .

Lara Luna, uma das idealizadoras do projeto, conta que a primeira edição surgiu por conta do grande aumento dos casos de violência doméstica no período da quarentena. “Nós, da Associação Marta, nos sensibilizamos com essa situação e recrutamos advogadas e psicólogas voluntárias para prestar os serviços de assessoria jurídica e escuta solidária gratuitamente”.

Ela conta que a Associação Marta foi criada oficialmente em janeiro de 2020 por um grupo de mulheres, com o intuito de conscientizar a respeito da violência estrutural contra a mulher, atuando também na prevenção. “Nosso objetivo inicialmente era realizar palestras em escolas públicas para conscientizar o público mais jovem. Porém, por conta da pandemia, tivemos que nos reinventar e criar outras formas de ajudar as mulheres.”