Participamos do

Caso Gegê e Paca: preso em Moçambique mandante das mortes dos chefes do PCC no Ceará

Segundo a investigação, ele é o responsável pelo envio de diversas toneladas de cocaína para a Europa a partir de portos do País, incluindo o de Fortaleza
23:17 | Abr. 13, 2020
Autor Alan Magno
Foto do autor
Alan Magno Estagiário de jornalismo
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como “Fuminho”, foi capturado pela Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira, 13, em Maputo, capital de Moçambique. Ele é o mandante do assassinato que ocorreu no Ceará de dois membros da cúpula da facção criminosa da qual ele é integrante, o Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação foi apurada pelo jornal O Globo.

Os mortos eram chefes da ramificação da organização que atua no Ceará. O assassinato dos traficantes “Gegê do Mangue” e “Paca” teria sido motivado por desvio de dinheiro da facção. O crime ocorreu em fevereiro de 2018, em uma reserva indígena do município de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

A operação responsável pela captura do foragido contou com a parceria entre a PF e o Itamaraty, a entidade de Administração de Repressão às Drogas (DEA), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e o Departamento de Polícia de Moçambique. Gilberto possuía mandados de prisão em aberto pelo Ministério da Justiça do Ceará e do Estado de São Paulo.

Seja assinante O POVO+

Tenha acesso a todos os conteúdos exclusivos, colunistas, acessos ilimitados e descontos em lojas, farmácias e muito mais.

Assine

O preso é considerado o maior fornecedor de cocaína da facção criminosa PCC, além de ser responsável pelo envio de toneladas da droga para a Europa a partir de portos do País, incluindo o de Fortaleza. Ele estava foragido desde 1999, sendo um dos mais procurados pelo Ministério da Justiça do Brasil. 

Segundo informação do O Globo, o criminoso comandava uma rede de distribuição de cocaína para a Europa, a partir dos portos de Fortaleza, Suape, Itajaí e Santos. Ainda segundo o jornal, esse esquema de tráfico de drogas também possui atuação na Bolívia e no Paraguai.

“Fuminho” também seria responsável por idealizar e financiar um plano de fuga para o líder da facção criminosa a qual ele integra. O preso conhecido como “Marcola” está recolhido ao Sistema Penitenciário Federal.

Segundo a PF, a descoberta do plano se deu devido a troca de informações entre unidades de investigação de diversos estados que resultou na implementação do decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). A medida autoriza a atuação das Forças Armadas, que foram convocadas para reforçar a segurança no entorno da Penitenciária Federal de Brasília em fevereiro de 2020.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Os cookies nos ajudam a administrar este site. Ao usar nosso site, você concorda com nosso uso de cookies. Política de privacidade

Aceitar