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Alunos denunciam problemas estruturais em escola profissional de Fortaleza

Estudantes e familiares realizaram manifestação em frente à escola nesta quarta-feira.
20:22 | Abr. 03, 2019
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A Escola Estadual de Educação Profissional (EP) Darcy Ribeiro, localizada no Conjunto Esperança, em Fortaleza, tem passado por dificuldades estruturais, segundo estudantes e familiares. Eles reclamam que rachaduras, goteiras, alagamentos, mesas e cadeiras encharcadas por conta das chuvas fazem parte da rotina. E temem um acidente como o registrado na última sexta-feira, 29 de março, na EP Maria Ângela da Silveira Borge, quando teto da escola caiu.

Para chamar atenção sobre o caso, os estudantes organizaram um perfil no Instagram de denúncia e realizaram uma manifestação na manhã desta quarta-feira, 3, em frente à escola, com participação de familiares.

Registros do teto, que sofre com infiltrações. Alunos relatam que há risco de desabamento
Registros do teto, que sofre com infiltrações. Alunos relatam que há risco de desabamento (Foto: Via WhatsApp)

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Ameliane Carvalho, mãe de uma aluna do 3° ano, é uma das que denunciaram a situação. Robson Barbosa, estudante também do 3° ano, soma-se à Ameliane em um pedido para que autoridades resolvam os problemas, evitando acidentes graves na escola.

A filha de Ameliane, Dayene, estuda Agrimensura na EP. Passa o dia na escola, das 7 às 17 horas, em rotina característica de escolas profissionalizantes, que oferecem atividades extracurriculares no contraturno. Para ela, o maior perigo na estrutura da escola é o teto, que corre risco de desabamento, principalmente quando chove. Além disso, as colunas de uma das rampas onde estão localizados os armários estão com rachaduras.

Dayene reclama ainda dos aparelhos de ar-condicionado das salas, que não funcionam corretamente. E há inúmeras goteiras pelos espaços. Quando chove, quadra e auditório alagam, além de mesas e cadeiras que ficam encharcadas. Ainda assim, a mãe de Dayene reforça que o ensino é excelente e os professores são competentes.

Robson Barbosa, também aluno de Agrimensura na EP, tem 18 anos e mostra preocupação e engajamento quanto ao futuro da escola. Durante o ato nessa manhã, ele contou que a manifestação não era contra o núcleo gestor, mas “contra órgãos competentes”. Um engenheiro da Secretaria da Educação do Estado (Seduc) chegou a ir duas vezes à escola, mas nada ainda foi resolvido, conforme Robson.

Mesmo sob chuva, os discentes e familiares levaram cartazes, faixas, balões e tudo que pudesse chamar atenção. Os alunos decidiram que a principal pauta da manifestação seria também uma pergunta motivadora: “Até quando eles vão deixar a vida dos alunos em risco?”.

Em nota ao O POVO Online, a Seduc informou que está intensificando a vistoria técnica nas escolas. Nesta terça, a engenharia da Seduc visitou a Escola Darcy Ribeiro para avaliar os reparos necessários.

Confira a nota na íntegra:

A Secretaria da Educação intensifica a vistoria técnica nas escolas, com o objetivo de fortalecer a manutenção de toda a rede pública estadual de ensino e realizar intervenções onde houver necessidade. Nesta terça-feira, dia 02, a engenharia da Seduc esteve na Escola Darcy Ribeiro para avaliar os reparos que se fizerem necessários. A Seduc garante que o cronograma que prevê os 200 dias letivos não será comprometido nem os alunos prejudicados.

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