Operação em Milagres repercutiu entre PMs do Rio de Janeiro
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Operação em Milagres repercutiu entre PMs do Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, conforme fonte, a maioria das ações de intervenção policial acontece em meio a moradores. "É tiroteio 24 horas", diz

22:23 | 10/12/2018
A operação da PM em Milagres teve uma repercussão negativa em outros estados. Uma fonte ligada às forças da Segurança do Rio de Janeiro relatou que, no meio policial, a operação foi considerada uma tragédia, dado o número de reféns que foram mortos. No Estado do Rio de Janeiro, conforme a fonte, a maioria das ações de intervenção policial acontece em meio a moradores. “É tiroteio 24 horas”, diz.

Apesar disso, a fonte explica que, nessas situações, quem “aperta o gatilho” não são apenas os agentes, mas toda a gestão, já que em uma operação de grande porte a articulação é feita por vários atores. Até então, os afastados são pessoas que atuaram na linha de frente, mas não na articulação.

O POVO Online divulgou reportagem nesse domingo, 9, relatando que o  delegado do Cope, Dernival Eloi, afirmou que as placas dos veículos que seriam utilizados no ataque a banco em Milagres foram repassadas à Polícia do Ceará, no entanto, a reportagem apurou que os policiais militares que estavam na cidade cearense não teriam recebido os modelos ou placas de veículos dos assaltantes.
[SAIBAMAIS]
Segundo André Costa, secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, os militares que atuaram na operação não sabiam da existência de reféns. Ele disse ainda que os policiais não saíram de casa na intenção de matar reféns, mas de atuar na operação que visava impedir o ataque aos dois bancos de Milagres. Ele lamentou a morte das vítimas.

Gate

Este ano, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) ministrou aulas em diversos batalhões ensinando como lidar com ocorrências envolvendo reféns e que tenham explosivos. Militares do Gate também participaram do Curso de Operações Especiais do Estado do Ceará (Coesp), do treino de formação de “caveiras” que não acontecia há 21 anos. O curso teve duração de 16 semanas e os PMs viajaram para Goiás, Rio de Janeiro, Pará e Pernambuco.

O Gate é considerada a Companhia Especializada do Batalhão de Choque. É necessário um treinamento, provas e curso para ser lotado na unidade militar, além de experiência de dois anos de rua. Além de ser especializado em ações com reféns, o Gate também tem um esquadrão antibombas.
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