Mulher que "achou" bebê em saco de lixo é identificada como mãe da criança, diz polícia
Caso aconteceu em Goiás. A Polícia Civil apontou que a mulher havia dado à luz e abandonado a criança em seguida
Uma mulher que disse ter encontrado uma bebê dentro de um saco de lixo em terreno baldio de Itapuranga, em Goiás, foi identificada como a mãe da criança. É o que aponta a Polícia Civil. Conforme a investigação, a mulher havia dado à luz sozinha na madrugada dessa quinta-feira, 8, e abandonado a filha.
A mãe e a criança foram levadas para o Hospital de Itapuranga, onde encontram-se internadas. A unidade hospitalar chegou a informar que ambas estão bem e que a mulher deve receber alta em breve. A criança, no entanto, não tem previsão para ser liberada.
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Conforme a delegada do caso, Giovana Piloto, a mulher escondeu a criança, mas simulou que não era a filha dela e depois disse que a encontrou em um saco de lixo. Após o resgate, a mulher passou mal e foi até o hospital, onde foi descoberto caso.
Diante do caso, a Polícia Militar e o Conselho Tutelar foram chamados por volta das 6 horas da manhã da última quinta-feira, 8, por uma moradora da região. Segundo ela, encontrou a menina dentro de um saco de lixo e em cima de galhos de árvores.
Em relato à polícia, a mulher, até então não identificada com a mãe da recém-nascida, disse ter ouvido um choro durante a madrugada, mas achou que fosse um miado de gato. Conforme o choro se intensificava, a mulher afirmou ter ficado preocupada e saiu de casa para ver o que era.
De acordo com o Conselho Tutelar, um médico do hospital municipal identificou que o cordão umbilical foi arrebentado pelas mãos da mãe, de acordo com o diagnóstico clínico.
Ainda segundo a delegada, nenhum dos familiares da mulher sabia da gravidez. “As pessoas da família disseram que desconfiavam, mas ela negava estar grávida. Não aceitava. Ninguém percebeu que ela tinha tido a criança”, disse.
Confirmação
A Polícia Civil informou que, no hospital, a mulher só admitiu ser mãe da criança depois de bastante tempo de conversa com a psicóloga da instituição.
A delegada Giovana Piloto disse que ela procurou atendimento por estar passando mal e, pelos sintomas, se tornou uma das suspeitas de ser a mãe da criança. “Chamaram a psicóloga e depois de muita conversa ela admitiu, mas antes negou o tempo inteiro”, disse.
Ainda segundo Giovana, o Conselho Tutelar deixou a avó da menina como responsável. A Justiça de Goiás irá decidir com quem a criança irá ficar. No entanto, a família da bebê demonstrou interesse em cuidar dela.
A Polícia Civil informou que a mãe da criança deve responder por abandono de recém-nascido. As informações são do portal Metrópoles.