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"Não escolhi ter um surto", diz mulher vista com morador de rua no carro

Sandra Mara Fernandes se posicionou pela primeira vez sobre o caso nesta quarta-feira, 27, quase dois meses depois que veio à tona o episódio em que ela foi flagrada tendo relações sexuais com um então morador de rua
18:51 | Abr. 27, 2022
Autor Luciano Cesário
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Tipo Notícia

Após receber alta médica, a esposa do personal trainer que agrediu o então morador de rua Givaldo Sousa, em Planaltina, Distrito Federal, no último dia 9 de março, falou publicamente sobre o assunto pela primeira vez. Em nota divulgada nas redes sociais nesta quarta-feira, 27, Sandra Mara Fernandes, 33, fez menção ao período em que ficou internada e agradeceu as manifestações de apoio que recebeu do público após o caso ter vindo à tona.

"Venho através dessa postagem agradecer as pessoas que se levantaram para me defender quando eu não tinha condições. Passei por dias muito difíceis, nunca me imaginei naquela situação", diz o texto.

A mulher, que foi flagrada pelo marido tendo relações sexuais com o então morador de rua, afirmou que no dia do ocorrido não estava em "condições normais" e que só compreendeu o episódio quando já estava internada.

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"Eu sempre soube que vivemos numa sociedade desigual, mas eu não escolhi ter um surto", disse. "Eu me sinto profundamente dilacerada pelo ocorrido. Hoje eu tenho ciência de tudo o que foi dito enquanto eu estava internada e sendo cuidada por médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e outros profissionais", continuou.

Ainda no publicação, Sandra destacou que foi alvo de uma campanha difamatória nas redes sociais e repudiou o fato de não ter sido compreendida por outras mulheres.

"Fui vítima de chacotas, humilhações em rede nacional. Fui taxada como uma mulher qualquer, uma mulher promiscua, uma mulher com fetiches, uma traidora. E mais ofendida ainda por ter sido atacada por outras mulheres que entenderam que eu merecia o pior."

Na mensagem, ela ainda afirmou que não escolheu passar pela situação e que, depois da repercussão do caso, teve sua vida "exposta e devastada".

Por causa dos ataques, disse Sandra, o caso foi levado à Justiça. "Nunca faltei com respeito com ninguém e não merecia ter sido tratada como uma qualquer, e, principalmente, ter sido usada como objeto de prazer durante delírios e alucinações que confundiram minha mente e me colocaram num contexto nojento e sórdido", afirmou.

No encerramento da nota, a mulher usou as hashtags "não ao abuso", "respeito", "empatia, "união", "família" e "diretos das mulheres". 

Confira a publicação na íntegra:

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