Estudante brasileira de 11 anos é agredida por colega em colégio de Portugal

Aos socos e pontapés, uma garota brasileira foi agredida por outra aluna de uma escola pública de Portugal, a situação deu abertura para a descoberta de uma série de violências que a estudante estaria sofrendo desde a sua chegada ao país

Um vídeo que circulou nas redes sociais no último sábado, 12, mostra cenas de uma menina brasileira de 11 anos que foi agredida por outra aluna na Escola Básica Dr. Ruy D'Andrade, localizada na região central de Portugal. O caso aconteceu na cidade de Entroncamento, no distrito de Santarém.

No vídeo, a garota leva tapas, empurrões, puxões de cabelo e chutes por parte de uma colega de turma, o ocorrido se deu dentro das dependências da escola pública portuguesa, no dia 4 de fevereiro, mas foi repercutido na imprensa brasileira após ir para as redes sociais. A mãe da menina, Antônia Silverlene Melo, conversou com o jornalista Jocélio Leal, da Rádio O POVO/CBN.

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Natural de Ipueiras, Ceará, e formada em Recursos Humanos, a mãe da criança agredida, Antônia Silverlene Melo, deixou o Rio de Janeiro há quase quatro anos para proteger a família da corriqueira violência do território fluminense. Ela e os dois filhos moravam em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Lá, Antônia trabalhava como coordenadora de um Centro de Distribuição dos Correios, no Bairro Alcântara.

No ano de 2018, a família se mudou para Portugal, com o intuito de ter mais acesso à segurança e a uma educação melhor. Porém, a agressão ocorrida na sexta-feira, dia 4 de fevereiro, foi o episódio mais recente de uma sequência de violências a que a menina teria sido submetida desde a sua chegada ao atual país, segundo a mãe.

Antônia Silverlene contou sobre as provocações que os colegas de escola praticavam contra a filha. “Não posso caracterizar esse capítulo só como xenofobia. Desde que viemos pra cá, ela falava que algumas crianças a insultavam, mas até então não era nada muito grave. Tomei conhecimento do nível dos insultos, apenas depois de levá-la à psicóloga, que também é brasileira, quando precisei ir para a Bélgica a trabalho. Então soube que eles diziam coisas como: ‘você é brasileirinha’, ‘você é feia’, ‘ninguém te ama’. Ou seja, tiveram casos de bullying e xenofobia”, relatou.

A perseguição tinha continuidade fora do ambiente escolar. No Natal de 2021, a menina recebeu mensagens no WhatsApp de uma aluna, que incitava a brasileira ao suicídio. Segundo informações da agência Lusa, um inquérito está aberto, no qual foi acionado a equipe técnica de psicologia para acompanhamento e apoio à aluna agredida e respectivos encarregados de educação.

Durante a entrevista à Rádio O POVO/CBN, a mãe da garota comentou ainda sobre as condições em que a filha se encontra e como tem lidado com a situação. “Ela está bem, na medida do possível, continua sendo acompanhada pela psicóloga que já a atendia anteriormente e eu estou no processo da transferência dela para uma escola, onde ela já tem alguns colegas. Estou tentando sempre apresentar para ela o melhor lado, se é que tem”, disse.

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