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Em Salvador, PMs são suspeitos de vender arma por R$ 5.300 e ainda debochavam: 'choro é livre'

Três soldados da Polícia Militar foram presos em flagrante em Salvador
15:06 | Jan. 26, 2022
Autor Correio 24 horas
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Tipo Notícia

Os três policiais militares presos vendendo uma submetralhadora nesta terça-feira (25) no bairro do Barbalho, anunciavam a arma em grupos de aplicativo. No anúncio havia também o deboche: "Apenas R$ 5.300 o choro é livre". A audácia era tamanha que a divulgação constava a garantia da eficiência do produto": "testado e aprovado".

Os três PMs são soldados que trabalham na 2ª Companhia Independente (Barbalho) e foram presos em flagrante por policiais da Operação Apolo. A arma anunciada é uma metralhadora 9 milímetros de fabricação artesanal. No anúncio, além da "macaquinha", como é também conhecido o armamento no meio policial, o comprador leva um seletor de rajada e um carregador.

Tráfico
De acordo com fontes da Secretaria de Segurança Pública (SSP), a submetralhadora tinha sido negociada para um homem, suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas. Os três soldados teriam ingressado na corporação em 2018 e estariam em estágio probatório - é o período que visa aferir se o servidor público possui aptidão e capacidade para o desempenho do cargo de provimento efetivo no qual ingressou por força de concurso público.

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A reportagem procurou o Comando da Polícia Militar para saber se realmente procede a informação de que a arma foi negociada com um traficante e se ele também foi preso. Na oportunidade foi perguntado também se os soldados autuados em flagrante estão em estágio probatório e se eles também venderam outras armas. Até o momento não há nenhuma das respostas.

Prisão

 


Ainda de acordo com fontes da SSP, a prisão dos três soldados aconteceu por volta das 17h30, nas imediações do Forte do Barbalho. Depois de monitoramento de postagem em grupo de WhatsApp negociando venda de arma de fogo, a guarnição da 2ª CIPM/Barbalho, composta por três policias militares, foi presa em flagrante quando fazia entrega da venda ilegal de armamento (submetralhadora de produção artesanal) no local acertado.

No momento da prisão, um dos PM estava com o armamento em seu veículo particular, quando, depois de abordado, confessou a posse e destino da arma e munições que estavam em seu poder.

 

Do Correio 24h para a Rede Nordeste

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