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Operação contra pedofilia na dark web é deflagrada no Ceará e em mais 19 Estados

A investigação dos casos teve início em 2016, quando a corporação da Polícia Federal fechou parcerias com forças policiais de outros países para identificar pessoas que se utilizavam da darkweb para difundir material de abuso sexual infantil.
11:42 | Dez. 03, 2021
Autor Levi Aguiar
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Tipo Notícia

Visando desarticular um grupo de criminosos que usava a dark websites que não estão indexados e só podem ser acessados por navegadores especializados. para difundir material de abuso sexual infantil no Brasil e em diversas partes do mundo, a Polícia Federal (PF) deflagrou a operação Lobos II, nesta sexta-feira, 3. Agentes cumprem 104 mandados de busca e apreensão e oito ordens de prisão preventiva no Ceará, em outros 19 estados e no Distrito Federal. As informações são da Agência Estado

A PF informou que o objetivo da ofensiva aberta nesta sexta-feira é não só identificar e prender abusadores sexuais e consumidores de pornografia infantil, mas também localizar e resgatar crianças que se encontram em situação de extrema violência.

A operação investiga crimes de venda, produção, disseminação e armazenamento de pornografia infantil e estupro de vulnerável. As diligências são realizadas no Distrito Federal, e nos Estados de Alagoas, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

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De acordo com a PF, a investigação dos casos teve início em 2016, quando a corporação fechou parcerias com forças policiais de outros países para identificar pessoas que se utilizavam da darkweb para difundir material de abuso sexual infantil.

"Os criminosos atuavam mediante divisão de tarefas (arregimentadores, administradores, moderadores, provedores de suporte de hospedagem, produtores de material, disseminadores de imagens, dentre outros) com a finalidade de produzir e realizar a difusão de imagens, fotos e comentários acerca de abuso sexual de crianças e adolescentes e, ainda, alimentar a demanda por esse tipo de material", explica a corporação.

Ao longo das investigações, a PF identificou um brasileiro que utilizava a deepweb para hospedar e gerenciar cinco dos maiores sites de abuso sexual infantil do mundo. Os fóruns da dark web em questão eram divididos por temática, com imagens e vídeos de abuso sexual de crianças de 0 a 5 anos, abuso sexual com tortura, abuso sexual de meninos e abuso sexual de meninas, dizem os investigadores.

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