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Enem 2021: Inep altera edital para pessoas privadas de liberdade

11:53 | Set. 14, 2021
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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) retificou o edital do Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade ou jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade, o Enem PPL 2021. O novo documento foi publicado hoje (14) no Diário Oficial da União com mudança na data de inscrição e aplicação das provas.

O prazo para adesão das unidades foi reaberto e os órgãos de administração prisional e socioeducativa dos estados e Distrito Federal poderão aderir ao exame e indicar o responsável pedagógico até sexta-feira (17). Já o prazo para inscrição, que acabaria na sexta, foi prorrogado até 24 de setembro. Elas podem ser feitas no site do Inep.

O responsável pedagógico é o encarregado da unidade por acompanhar todas as etapas do exame até a divulgação dos resultados. Entre as obrigações estão solicitar atendimento especializado e tratamento pelo nome social para os participantes que precisarem, indicar as salas de provas e divulgar as informações aos participantes.

Também cabe a ele manter, sob sua guarda e sigilo, a senha de acesso ao sistema e os números de inscrição e de Cadastro de Pessoa Física (CPF) dos participantes. Os dados são indispensáveis para o acompanhamento do processo de inscrição e a obtenção dos resultados individuais.

As provas serão aplicadas pelo Inep nos dias 9 e 16 de janeiro de 2022.

O Enem PPL têm o mesmo nível de dificuldade do Enem regular. A única diferença está na aplicação, que ocorre dentro de unidades prisionais e socioeducativas indicadas pelos órgãos de administração de cada estado e do Distrito Federal.

O exame é aplicado desde 2010 pelo Inep, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Além de permitir o acesso ao ensino superior, o Enem PPL tem o objetivo de contribuir para elevar a escolaridade da população prisional brasileira.

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Reabertas inscrições do Enem para isentos ausentes no exame de 2020

Educação
10:47 | Set. 14, 2021
Autor Agência Brasil
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As inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 começam hoje (14) para os estudantes de baixa renda que tiveram isenção de taxa na edição do exame em 2020 e não compareceram às provas. Elas podem ser feitas na Página do Participante, sem que seja necessário justificar a ausência no Enem 2020 ou pagar a taxa de inscrição.

O prazo vai até 26 de setembro e as inscrições são exclusivas para o Enem impresso. Os isentos ausentes no Enem 2020 também poderão solicitar, até 27 de setembro, o atendimento especializado e tratamento pelo nome social.

Para esse público, as provas do Enem 2021 serão aplicadas em 9 e 16 de janeiro de 2022, mesma data da realização do Enem para Pessoas Privadas de Liberdade e jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Enem PPL).

A aplicação das provas nos dias 21 e 28 de novembro de 2021 está mantida para todos os participantes que já tiveram a inscrição confirmada no exame, conforme previsto no edital regular. Ao todo, 3.109.762 pessoas foram confirmadas para o Enem 2021, nas duas versões do exame, impressa e digital. Esse foi o menor número de inscrições desde 2005.

Decisão do STF

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) reabriu o prazo de inscrição para os isentos ausentes no Enem 2020 em cumprimento a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi formalizada hoje (14) em edital complementar publicado no Diário Oficial da União.

O valor da taxa de inscrição no Enem é de R$ 85 e, pelas regras do primeiro edital, quem teve direito à isenção no Enem 2020, mas faltou à prova, só poderia obter nova gratuidade no Enem 2021 se conseguisse justificar a ausência. As justificativas precisavam ser comprovadas documentalmente, bem como se encaixar nas hipóteses previstas, que incluíam situações como acidentes de trânsito, morte de familiar, emergências médicas e assaltos, entre outras.

Entretanto, o STF entendeu que, em razão da pandemia de covid-19, as provas do ano passado foram aplicadas em um contexto de anormalidade, e a exigência de comprovação documental para os ausentes viola diversos preceitos fundamentais, entre eles o do acesso à educação e o de erradicação da pobreza. Além disso, a obrigação imposta pelo edital penaliza os estudantes que fizeram a “difícil escolha” de faltar às provas para atender às recomendações das autoridades sanitárias de evitar aglomerações.

Quem estivesse com covid-19 ou tivesse contato com alguém infectado também poderia apresentar essa justificativa. Mas o candidato que faltou somente pelo medo de contaminação, por exemplo, ou que não pudesse comprovar com documentos nenhuma outra razão para a falta, não estaria coberto pela gratuidade na edição do exame deste ano.

Quem tem direito à isenção?

O novo prazo para inscrição com isenção da taxa vale para aqueles que comprovarem ter direito à gratuidade, mas sem que precisem justificar falta em edição anterior do exame.

Pessoas que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou que foram bolsistas integrais durante toda a etapa em escolas particulares têm direito à gratuidade na inscrição do exame. Alunos que estão cursando a última série do ensino médio na rede pública, no ano de 2021, também podem pedir a isenção.

O mesmo vale para quem está em situação de vulnerabilidade socioeconômica por ser membro de família de baixa renda. Nesse caso, é preciso comprovar a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

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Redação Enem 2021: o papel do esporte no combate ao preconceito

EDUCAÇÃO
20:15 | Set. 13, 2021
Autor Lais Oliveira
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No esporte, casos de racismo, machismo, LGBTfobia e outras discriminações ganham holofotes e repercutem para além dos campos e quadras. O movimento abre espaço para discussões sobre preconceitos, segundo avalia Marcelo Carvalho, diretor do Observatório da Discriminação Racial no Futebol. “É essa quebra de silenciamento. A partir do momento que mais jogadores começam a expor seus pensamentos, temos uma sociedade cada vez mais atenta”, comenta.

No entanto, falta ainda apoio de entidades esportivas, federações e clubes para que atletas se sintam amparados ao se posicionarem publicamente. Em 2020, estrelas de diversas modalidades esportivas, como ex-jogador Michael Jordan, hexacampeão da NBA — liga de basquete profissional dos Estados Unidos — e as tenistas Serena Williams e Coco Gauff, além de Lewis Hamilton, piloto britânico heptacampeão na Fórmula 1, engajaram-se na luta antirracista. Vozes do esportes contribuem para desconstruir estereótipos e conscientizar o público. Contudo, para Marcelo, a luta contra a discriminação passa pela iniciativa de confederações que comandam o esporte. “No Brasil, não temos nenhuma campanha efetiva de combate ao racismo ou preconceito no esporte”, alerta.

Olimpíadas de Tóquio: esporte traz ao debate sexismo, representatividade e gênero 

Rebeca Andrade e o “Baile de Favela”

A ginasta Rebeca Andrade, 22 anos, foi a primeira atleta na ginástica artística feminina brasileira a ser medalhista olímpica, com a prata no individual geral. Ao som do funk “Baile de Favela”, a jovem fez história e levou a cultura musical brasileira para Tóquio. "Essa medalha não é só minha, é de todo mundo", disse após a conquista. Era só o começo. Rebeca foi ouro no salto e se consagrou como a primeira mulher do País a subir dois pódios na mesma edição dos Jogos. Vinda da periferia de São Paulo e como mulher negra em uma modalidade historicamente branca e repleta de casos de racismo, Rebeca foi símbolo de representatividade nas Olimpíadas.

Alemãs contra sexualização nos uniformes

As atletas femininas há muito reclamam de regras sexistas e duplicidade de padrões, em comparação com seus colegas de modalidades masculinas. Em Tóquio, as ginastas alemãs tomaram posição contra a sexualização de seu esporte ao se apresentarem nos chamados unitards, roupas de corpo inteiro que elas haviam usado pela primeira vez em competições em abril. Na época, uma das ginastas, Elisabeth Seitz, disse à DW que gostaria que cada atleta do sexo feminino "tivesse a oportunidade de decidir sozinha o que quer vestir". Em 2017, no Brasil, a equipe de handebol de areia CopaBeach/Cepraea, do Rio de Janeiro, foi ameaçada de perder uma partida por W.O., porque as atletas se recusaram a jogar de biquíni, colocando um shorts por baixo.

Olimpíada mais LGBTQI+

Levantamento do site OutSports mostra que pelo menos 185 dos mais de 11 mil atletas de Tóquio-2020 são LGBTQIA+ assumidos publicamente. O número é mais do que o dobro de Londres-2012 e Rio-2016, somados. São 18 brasileiros assumidos: Marta, Andressa Alves, Bárbara, Formiga, Letícia, Aline Reis e Debinha (futebol); Izabela da Silva (lançamento de disco), Babi Arenhart (handebol), Isadora Cerullo e Marina Fioravanti (rúgbi), Silvana Lima (surfe), Ana Marcela Cunha (maratona aquática), Carol, Carol Gattaz e Douglas Souza (vôlei); Ana Patrícia (vôlei de praia); Caroline Kumahara (tênis de mesa).

Atletas trans fazem história

A neozelandesa Laurel Hubbard, 43 anos, foi a primeira atleta transgênero a competir em uma Olimpíada. Hubbard fez a transição de gênero há oito anos e pode participar dos Jogos no levantamento de peso graças a um consenso de 2015 do Comitê Olímpico Internacional (COI) que permitiu que atletas transgênero competissem em eventos femininos. "Quero agradecer particularmente ao COI, pois acho que é muito afirmativo seu compromisso com os princípios do olimpismo e a demonstração de que o esporte é algo para todas as pessoas, que é inclusivo e é acessível", disse a atleta.

Ainda em Tóquio, a jogadora de futebol da seleção canadense, Quinn, 25 anos, se tornou a primeira atleta abertamente transgênero e não binária a ganhar uma medalha olímpica, após o Canadá vencer a Suécia nos pênaltis. Quinn estreou em 2014 e conquistou a medalha de bronze nos Jogos do Rio 2016. Declarou-se transgênero no ano passado. "Quero que minha história seja contada, porque, quando temos muita visibilidade trans, é aí que começamos a fazer um movimento e começamos a fazer progresso na sociedade", afirmou.

Fontes: Agência DW, Agência Brasil e Gazeta Esportiva 

Como combater práticas preconceituosas por meio do esporte?

1. Entidades como a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), clubes e federações devem divulgar e condenar publicamente os casos de discriminação/preconceitos, incentivando seus atletas e torcidas a fazerem o mesmo. Também podem apoiar coletivos de torcedores que organizam manifestações;

2. Escolas, Governo e clubes devem desenvolver ações e campanhas informativas e educativas que visem conscientizar sobre discriminação, ressaltando a contribuição cultural e social do futebol/esporte na formação da sociedade brasileira e valorizando a participação das mulheres, negros, pessoas LGBTQIA+ e outras minorias no desenvolvimento dos esportes;

3. Entidades esportivas devem enfatizar a formação humana no esporte, pensando em formações sobre desconstrução de estereótipos e preconceitos para o público interno e externo;

4. Organizadores de competições e campeonatos devem garantir a premiação igualitária nas mais diversas categorias esportivas.

Fontes: Otávio Balzano (UFC), Marcelo Carvalho (Observatório da Discriminação Racial no Futebol) e Tayane Sales, ativista social pelo surfe feminino e presidente da Diversidade do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM/CE).

Ações no Ceará para inclusão e diversidade no esporte

“Caravana de Todxs”: projeto vai realizar 30 ações com a duração de um dia em instituições escolares da rede pública por meio de palestras, material informativo e apresentações teatrais, levando o debate e conscientizando a Juventude sobre temas como diversidade, violência contra a jovem mulher e bullying. Os eventos estão sendo estruturados a partir dos protocolos sanitários da pandemia de Covid-19.

1° Webinar LGBT das Juventudes: organizado em junho, como celebração ao mês da diversidade, o evento virtual abordou a luta da comunidade no Ceará, sobretudo frente ao cenário de pandemia. Os convidados discutiram temas como pandemia/epidemia de direitos; educação, trabalho e renda; saúde, bem-estar e combate às violências.

Programa Ceará Atleta: concessão de bolsa esporte para atletas com deficiência através e concessão de passagens aéreas para os paratletas participarem de competições nacionais e internacionais.

Outros projetos: a Sejuv desenvolve competições esportivas específicas com as minorias, como Jogos dos Povos Indígenas do Ceará, Jogos da Diversidade, Jogos Paralímpicos do Ceará, a inclusão das Paralimpíadas Escolares nos Jogos Escolares do Ceará, bem como a garantia da participação da Delegação paralímpica Cearense na competição nacional.

Fonte: Secretaria do Esporte e Juventude (Sejuv)

Como o esporte pode contribuir para uma sociedade mais justa?

“O esporte é inserido na sociedade na perspectiva de utilizar ferramentas para promoção da equidade de gênero e prevenção de violências contra crianças e adolescentes. Juntamente com o acompanhamento pedagógico, o esporte contribui para o fortalecimento do potencial de desenvolvimento das crianças e adolescentes, favorece hábitos de vida saudável, estimula o protagonismo das/os adolescentes, reduz a vulnerabilidades e iniquidades baseadas em gênero e estimula relações respeitosas e igualitárias entre homens e mulheres, meninos e meninas, pais/mães/responsáveis e suas filhas e filhos”. — Rogério Pinheiro, secretário do Esporte e Juventude do Ceará.

Atletas falam sobre representatividade no esporte

Brasil é destaque nas paralimpíadas

Nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, o Brasil teve sua melhor campanha em paralimpíadas. Os atletas brasileiros alcançaram 72 medalhas. O Brasil ainda teve recorde de ouros, com 22 medalhas, superando as 21 dos jogos de Londres 2012, além de 20 pratas e 30 bronzes. Encerrando os jogos na sétima colocação do ranking mundial, o País alcançou a sua 100ª medalha de ouro na história dos Jogos Paralímpicos. Do total de medalhas conquistadas, 68 foram de integrantes do Bolsa Atleta, programa de patrocínio individual do Governo Federal.

Casos de discriminação crescem no esporte no Brasil

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O que diz a Federação Internacional de Futebol (Fifa) sobre discriminação

A Fifa reconhece a sua responsabilidade nos esforços para acabar com todas as formas de preconceito no futebol, como descrito no Artigo 4 do seu estatuto.

“A discriminação de qualquer tipo contra um país, uma pessoa ou grupos de pessoas por causa da raça, cor da pele, etnia, origem social, gênero, língua, religião, opinião política ou qualquer outra opinião, saúde, local de nascimento ou qualquer estatuto, orientação sexual ou qualquer outra razão é estritamente proibida e passível de punição por suspensão ou expulsão."

Protestos contra racismo marcaram esporte em 2020

O movimento #BlackLivesMatter (Vidas Negras Importam, em português), eclodiu em uma onda de protestos nos Estados Unidos, após assassinato do norte-americano negro George Floyd, asfixiado até a morte por um policial branco, em Minnesota. As imagens repercutiram no mundo e protestos antirracistas também ocorreram no esporte.

Jogadores da NBA boicotam partidas

Em uma atitude inédita na história da NBA, a equipe do Milwaukee Bucks não entrou em quadra no dia 26 de agosto em protesto contra o racismo e a violência policial. O episódio ocorreu três dias após o norte-americano negro Jacob Blake, de 29 anos, ser baleado por policiais com quatro tiros nas costas, em Wisconsin. Diante da atitude do Bucks, a NBA suspendeu as três partidas programadas para aquela noite.

Naomi Osaka desiste de semifinal

Após o protesto na NBA, a japonesa Naomi Osaka desistiu de disputar a semifinal do WTA de Cincinnati (Estados Unidos). Em post no Twitter, no dia 27 de agosto, a terceira melhor tenista do mundo justificou o boicote: “Antes de ser uma atleta, sou uma mulher negra”. Horas mais tarde, os organizadores do torneio desmarcaram as partidas agendadas para aquela quinta-feira em solidariedade à luta contra a desigualdade racial e injustiça social.

Neymar acusa jogador de racismo

O atacante brasileiro Neymar, camisa 10 do Paris Saint-Germain (PSG), não se calou ao vivenciar uma situação de racismo em campo. Em setembro, durante uma partida do PSG contra o Olympique de Marseille, pelo Campeonato Francês, o brasileiro acusou o zagueiro Álvaro González de injúria racial. No decorrer do jogo, Neymar chegou a falar com o quarto árbitro, pedindo “Racismo não”. O camisa 10 acabou sendo expulso de campo, ao desferir um tapa na cabeça de González, defensor do Olympique. Após a partida, Neymar revelou nas redes sociais ter sido chamado de “macaco filho da p…" pelo zagueiro.

Lewis Hamilton protesta na F1

Lewis Hamilton, sete vezes campeão mundial de Fórmula 1, vestiu uma camiseta preta em uma prova da categoria automobilística com a mensagem “prendam os policiais que mataram Breonna Taylor”. Paramédica negra de 26 anos, Breonna foi assassinada em seu apartamento em Louisville (EUA). Policiais brancos invadiram o local atirando em março, sendo que dois não foram processados pela morte dela, pois o uso da força foi justificado, enquanto um terceiro foi indiciado. “A polícia continua escapando com assassinatos todos os dias e isso precisa parar! Ela era inocente. Dói saber que alguém foi morto e ninguém foi responsabilizado”, declarou ainda o piloto no Instagram.

Fonte: Agência Brasil

 
OPINIÃO | Quando o esporte cava a trincheira de batalha para minorias


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APOSTA DO ENEM

O tema dessa inforreportagem foi escolhido por professores que compõem a banca o concurso "Redação Enem: chego junto, chego a 1.000", uma realização da Fundação Demócrito Rocha (FDR). A partir deste tema, estudantes da 3ª série do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da rede de escolas públicas do estado do Ceará são convidados a escrever uma redação nos moldes do exame. Na próxima terça-feira, o próximo e último tema será:

  • A banalização do Holocausto nos dias atuais e os efeitos na sociedade moderna.

 

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Aulas presenciais: 61,3% dos alunos da rede pública de Fortaleza já estão incluídos no retorno

EDUCAÇÃO
19:53 | Set. 13, 2021
Autor Alexia Vieira
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Cerca de 67.563 alunos dos 3º, 4º e 5º anos do ensino fundamental e do Infantil I e II eram esperados nas escolas da rede pública de Fortaleza a partir desta segunda-feira, 13. Os estudantes voltaram a ter aulas presenciais nesta segunda semana de retomada escalonada das atividades das escolas municipais.

Também fazem parte deste número o segundo grupo de alunos do rodízio semanal das turmas do Infantil III, IV e V e 1º e 2º anos do ensino fundamental, que voltaram a ter aulas na quarta-feira, 8.  Somados às crianças da educação infantil da semana anterior, 61,3% dos alunos da rede já estão incluídos no retorno.

Na Escola Municipal João Saraiva Leão, no bairro Lagoa Redonda, pelo menos 126 alunos do 3º ao 5º ano do ensino fundamental eram esperados hoje. Do lado de fora, responsáveis e alunos esperavam para conseguir entrar na escola.

Apenas as crianças tinham a entrada permitida, recebendo álcool em gel de uma funcionária que usava máscara, face shield e uma bata hospitalar. Elas também tinham a temperatura aferida, apesar de a prática não ser mais obrigatória no Estado por não impactar na segurança sanitária.

De acordo com Giovanni Rocha, diretor do colégio, nenhuma orientação foi transmitida à escola em relação à aferição da temperatura e, por isso, decidiram continuar com a medida. Outro protocolo seguido pelas escolas é a obrigatoriedade da Ficha Saúde, a qual deve ser preenchida pelos responsáveis.

“Todos os dias os pais preenchem. Lá pergunta se a criança teve febre, se teve Covid, se alguém da família está doente. Caso aconteça de algum deles sinalizarem isso, o sistema bloqueia e diz que a criança não está apta a vir para a escola”, explica Giovanni.

Caso algum erro aconteça, os agentes escolares devem refazer o cadastro na secretaria. “Nenhuma criança volta [para casa]. O pai aguarda para resolver o problema”.

Expectativas para a volta das aulas presenciais

Segunda etapa da volta às aulas da rede pública de Fortaleza
Segunda etapa da volta às aulas da rede pública de Fortaleza (Foto: FABIO LIMA)

A dona de casa Erilândia Mendonça Vieira, 37, levou a filha Isabele, 8, para a aula presencial pela primeira vez nesta segunda-feira, 13. A menina, que faz o 2º ano do ensino fundamental, também está começando a estudar na rede pública de ensino de Fortaleza nesta semana, pois a família acabou de se mudar do Amazonas para a Capital.

“É a primeira vez dela depois da pandemia, a gente vai vendo como vai ser. Mas ela está super animada, com expectativas”, diz. Isabele é parte do segundo grupo de crianças do 2º ano a voltar para a escola, pois o primeiro grupo teve aulas na semana anterior.

O ensino híbrido adotado pela Secretaria Municipal de Educação (SME) prevê que as turmas sejam divididas e que cada criança alterne uma semana indo para as aulas e uma semana fazendo atividades em casa, em um rodízio.

Priscila Maria de Araújo foi deixar o sobrinho, Nicolas, para a aula do 3º ano do turno da tarde no colégio. Segundo ela, o filho Vitor, que cursa o 5º ano na mesma escola no período da manhã, gostou da aula.

“Só teve um tumulto na hora de entregar e na hora de buscar. Porque eles estavam liberando série por série, e nem todo mundo tinha paciência e nem tinha tempo. Essa Ficha de Saúde que eles estão pedindo, muita gente disse que deu problema e teve que ficar esperando. Mas, fora isso, meu filho gostou.”

A filha de 10 anos da dona de casa Érica Norberto, 32, também estava animada para voltar a ter aulas na escola. “Eu estou me sentindo segura de trazer a minha filha. Está tudo direitinho na escola. Eu falei com as professoras, elas disseram que estão todas vacinadas. 'Tô' achando organizado”, opina.

Já os filhos de 8 e 9 anos de Camila Lima, 29, que cursam o 2º e o 4º ano do ensino fundamental, respectivamente, não demonstraram animação para a volta das aulas. Mas Camila disse que os conscientizou sobre a importância do ensino.

A dona de casa também explicou sobre a necessidade do uso de máscaras no colégio. “Eles já têm o costume. Falo que onde a gente for, tem que ir de máscara.”

Adaptação de crianças e responsáveis

FORTALEZA, CE, BRASIL, 13.09.2021: Segunda etapa da volta às aulas municipais, Escola Municipal Saraiva Leão, Lagoa Redonda.
FORTALEZA, CE, BRASIL, 13.09.2021: Segunda etapa da volta às aulas municipais, Escola Municipal Saraiva Leão, Lagoa Redonda. (Foto: FABIO LIMA)

Para Valéria Carneiro, diretora da Escola Municipal Rachel de Queiroz, localizada na Barra do Ceará, a adaptação é tanto dos alunos quanto dos adultos responsáveis. Ambos precisam aprender a respeitar os protocolos sanitários da escola.

“As crianças já vieram de casa bem educadas sobre o uso de máscara, sabendo realmente utilizar todos os protocolos, como a higiene das mãos, o uso dos bebedouros, então assim, surpreendeu a gente”, disse. A escola atende as turmas IV e V da educação infantil e do 1º ao 3º ano do ensino fundamental.

Alguns pais, no entanto, ainda tentam entrar na escola para buscar ou deixar os filhos sem utilizar máscara de proteção, o que não é permitido. “As crianças cumprem mais determinadas regras do que os adultos. A gente teve alguns casos de pais que ainda vêm pra escola sem a máscara, mas aí a gente tenta conversar, conscientizar da importância. Eles acabam concordando, no dia seguinte já vêm de máscara.”

100% dos alunos em regime presencial até o fim de setembro

De acordo com a SME, a próxima fase do retorno escalonado de alunos ao regime presencial será iniciada no dia 20 de setembro com os estudantes do 6°, 7°, 8° e 9° e Educação de Jovens e Adultos (EJA), atingindo 100% dos alunos da rede municipal. Até o fim do mês de setembro, todos os alunos da educação infantil e ensino fundamental devem ter retornado às aulas presenciais no esquema de rodízio semanal.

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Falta de internet restringe acesso à educação

ECONOMIA
17:13 | Set. 13, 2021
Autor Agência Estado
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A adoção do ensino a distância criou um novo tipo de desigualdade no Brasil. Por falta de conexão à web, a adesão à educação virtual é bem maior nas escolas particulares - cujo índice de conexão é de 98% - do que nas públicas, onde a média é de 78%, segundo pesquisa da PwC e do Instituto Locomotiva. Essa diferença deve ampliar a evasão escolar, com impactos econômicos de longo prazo.
Dados do Insper, em parceria com o Instituto Unibanco, apontam que o déficit educacional se acentuou durante a pandemia. Em 2020, o engajamento dos alunos da rede estadual no ensino médio foi de 25 horas semanais, ou 36% da jornada ideal. Isso ampliou a proporção de jovens que pensam em abandonar a escola. Em 2020, esse porcentual havia sido de 28% e, em 2021, subiu para 43%, segundo o Conselho Nacional da Juventude.
Essa realidade leva a problemas econômicos. Pesquisa do Insper em 2020 aponta que o Brasil perde R$ 220 bilhões por ano com jovens que não completam a educação básica - o que equivale a 3,3% do PIB.
Na era do ensino a distância, as famílias tiveram de se esforçar para manter o interesse dos filhos na escola. Pais de Amanda, de 14 anos, que tem síndrome de down, e de Miguel, de 7 anos, José Augusto e Tatiana dos Santos, de Carapicuíba (SP), dividiram as tarefas profissionais com a rotina de buscar atividades nas escolas para os filhos fazerem em casa.
Segundo José Augusto, as aulas particulares praticamente não aconteceram, pelas dificuldades de Amanda com o modelo e pela falta de oferta, no caso de Miguel.
"Fotografávamos (as tarefas) e mandávamos pelo WhatsApp para os professores corrigirem", conta ele, que não acredita que o ano foi bom para a educação dos filhos. "Miguel aprendeu a ler esse ano - e era para ter sido no ano passado. Como não temos tanto tempo nem somos pedagogos, eles acabaram atrasando." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Professores e funcionários da Unicamp voltam ao trabalho presencial

Educação
12:17 | Set. 13, 2021
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A partir de hoje (13) os professores e funcionários da Universidade de Campinas (Unicamp) voltam às atividades presenciais nos campi de Campinas, Piracicaba e Limeira. Para marcar a reabertura simbólica e fazer uma homenagem às vítimas da covid-19 será realizada uma cerimônia.

A retomada das aulas de graduação e pós continua com data indefinida. A universidade só estabelecerá um cronograma depois que houver imunização completa de todos os alunos e forem definidas regras para o regresso, informou a Unicamp.

Segundo a universidade, o Comitê Científico de Contingência do Coronavírus da Unicamp e o Grupo de Trabalho para a Retomada de Atividades Presenciais na Unicamp estão elaborando iniciativas para o retorno seguro. Entre elas, estão a testagem prévia para SARS-CoV-2; o treinamento de medidas sanitárias por meio de videoaulas; o uso de aplicativo para vigilância epidemiológica; e a ação fundamental de acompanhamento dos Comitês de Crise locais dos Institutos, Unidades, Órgãos, Centros, Núcleos e Colégios Técnicos.

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