Dia do irmão: da empatia ao próximo à relação familiar
A data comemorativa é uma iniciativa da Igreja Católica para celebrar a relação entre "irmãos" em sociedade, porém, no Brasil a data se popularizou pelos laços familiares
O Dia do Irmão é comemorado neste domingo, 5 de setembro. O contexto da data comemorativa surgiu por iniciativa da Igreja Católica, que escolheu o dia por representar o aniversário de morte da missionária Madre Teresa de Calcutá, desde 2007, quando completou 10 anos de sua morte.
Apesar da data fazer uma referência de irmãos ligada ao "próximo", com a intenção do dia servir de incentivo para as pessoas repensarem suas relações com outros indivíduos, tornando-se assim, mais humildes e empáticas, a comemoração se popularizou no Brasil entre a relação de irmãos dos mesmos pais.
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Dividir o amor da mãe, o sobrenome, o quarto e, muitas vezes, até as roupas, são apenas alguns pontos do início da relação das irmãs Roberta, Gabriela e Mirella, de Fortaleza. Na divisão dos cargos de irmãs mais velha, do meio, e mais nova, a certeza de que o tempo passa, a vida muda, mas o amor continua.
Roberta Lima, de 32 anos, é a irmã mais velha do trio e conta que sua principal definição nessa relação é a de responsabilidade. "Como irmã mais velha a gente tem aquela preocupação de conduzir as mais novas pelo caminho certo, sempre cuidando e querendo o bem", afirma.
Para Gabriela Lima, de 28 anos, crescer como irmã do meio é confuso e desafiador. "Você não é a mais frágil e nem a mais madura, não tem toda a atenção voltada pra você e sempre vive um dilema de ser grande demais para determinadas coisas e pequenas demais para outras", explica.
No entanto, ela relata que todas as diferenças e adversidades nessa relação são compensadas pela certeza de que as três sempre terão uma a outra, além de todas as memórias em um ciclo que já passou por tantas fases.
Mirella Lima, de 26 anos, é a irmã mais nova e define que a maior recordação de ocupar essa posição é a de fragilidade. Por outro lado, ela conta que sua infância foi marcada por muito companheirismo, especialmente entre ela e a irmã do meio, pela diferença de idade ser menor.
"A gente passava o dia brincando e sempre compartilhamos nossas experiências, mas o engraçado é que quando crescemos, percebemos o quanto essas relações mudam, assim como tudo na vida", reflete Mirella.
Ela ainda relembra o acontecimento mais marcante da relação com suas irmãs: o nascimento do sobrinho. "Foi por meio da minha irmã mais velha que ganhamos o presente mais especial que ela poderia nos dar. Mais do que tia, ser madrinha foi a maior doação de afeto que recebi da minha irmã", afirma.
E para quem não tem irmãos, os primos e amigos podem muitas vezes cumprir esse papel, além da importância do significado inicial da data ser colocado sempre em prática.
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