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Operação da PF contra fraudes na Saúde do Pará cumpre mandados no Ceará

Segundo a PF, o objetivo principal da ação é esclarecer fatos relacionados aos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais apontados no decorrer das apurações
10:28 | Ago. 18, 2021
Autor Levi Aguiar
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Tipo Notícia

Uma operação que investiga desvio de recursos públicos na área da Saúde, por meio da contratação de organizações sociais para gestão de hospitais públicos no estado do Pará, foi deflagrada nesta quarta-feira, 18. A Polícia Federal (PF) afirma que o objetivo principal da ação, que cumpre mandados no Ceará, é esclarecer fatos relacionados aos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais apontados no decorrer das apurações.

A ostensiva contou com cerca de 400 policiais federais, além de servidores da Receita Federal e da Controladoria-Geral da União. São cumpridos 95 mandados de busca e apreensão, 54 mandados de prisão temporária e seis mandados de prisão preventiva, expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal, nos estados do Pará, São Paulo, Goiás, Ceará, Amazonas, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Mato Grosso.

De acordo com as informações da PF, o governo estadual do Pará efetuava repasses de verba às Organizações Sociais contratadas e estas subcontratavam outras empresas para prestarem serviços nas unidades de saúde geridas pelo grupo criminoso. A prática conhecida como “quarteirização”.

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As investigações apontam que, depois que os serviços eram subcontratados, havia um superfaturamento, permitindo que a verba que deveria ser destinada à aquisição de bens ou serviços retornasse para os integrantes da organização criminosa por meio de esquema de lavagem de dinheiro.

Os contratos investigados ultrapassam R$ 1,2 bilhão e envolvem quatro organizações sociais, cinco hospitais regionais e quatro hospitais de campanha montados para enfrentamento da pandemia de Covid-19. 

A ação foi batizada de Operação Reditus, que em latim, significa regresso, volta. Na investigação apurou-se que os integrantes do grupo criminoso costumavam chamar os valores desviados de "volta".

Também foi suspendido as atividades de duas empresas utilizadas para lavagem de capitais, o sequestro de bens móveis e imóveis pertencentes ao principal operador financeiro do esquema, avaliados em mais de R$ 150 milhões.

Por fim, foi a Justiça determinou o bloqueio de valores presentes nas contas bancárias das pessoas físicas e jurídicas investigadas que, somados podem alcançar mais de R$ 800 milhões.

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