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Tigre morre em zoológico após Justiça negar liminar para cuidador

Proprietário do animal acionou a Justiça para reaver a guarda do animal argumentando o melhor interesse e bem estar do tigre, que, em sua visão, poderia ser atingido com a mudança de habitat, gerando malefícios à saúde física e psicológica
22:48 | Ago. 04, 2021
Autor Mirla Nobre
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Mirla Nobre Repórter-trainee
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Tipo Notícia

Um tigre morreu no zoológico de Curitiba, no Paraná, três meses após ser transferido para o local. O felino, chamado Rajar, vivia em uma chácara no estado, desde 2012, mas foi retirado do local por determinação do juízo da 11ª Vara da Justiça Federal e entregue ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O caso ocorreu após o Instituto constatar que o cuidador do animal não tinha licença ambiental para a guarda do felino. O cuidador chegou a entrar com uma liminar para o caso, mas a Justiça negou. O animal morreu no dia 9 de maio deste ano e o processo judicial ainda segue em tramitação.

O caso começou em 2014, quando o Ibama constatou a situação do cuidador com o animal. Em 2021, o tigre foi retirado do local por determinação do juízo e entregue ao Ibama. O animal então foi transferido para o zoológico e passou a ocupar o espaço que antes era habitado por outro tigre, que morreu em janeiro deste ano. O proprietário do animal acionou a Justiça para reaver a guarda sob o argumento de melhor interesse e bem estar do tigre, que, em sua visão, poderia ser atingido com a mudança de habitat, gerando malefícios à saúde física e psicológica.

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De acordo com uma das advogadas do caso, Rafaela Aiex Parra, os pedidos liminares foram feitos para resguardar o interesse do animal. “Temíamos que numa tramitação regular do processo de conhecimento, o animal adoecesse em virtude do estresse da mudança repentina de habitat e rotina. Infelizmente o Poder Judiciário não coadunou com a argumentação trazida aos autos, de manutenção do animal ao ambiente que já estava acostumado”, disse.

Conforme informações do portal Consórcio Jurídico, após a recusa das liminares pela Justiça e o prosseguimento do feito para instrução processual, em 29 de junho de 2021, foi informado sobre o falecimento do tigre, por meio de ofício da Prefeitura Municipal de Curitiba dirigido ao Ibama, datado de 27 de maio de 2021.

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