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Travesti queimada em ataque no Recife tem segundo braço amputado

De acordo com a Polícia, a vítima foi queimada enquanto dormia após um adolescente de 17 anos jogar álcool nela

13:44 | 01/07/2021
A travesti está internada no Hospital da Restauração (Foto: Reprodução/Secretária Estadual de Pernambuco)
A travesti está internada no Hospital da Restauração (Foto: Reprodução/Secretária Estadual de Pernambuco)

A travesti Roberta Nascimento da Silva, 32, teve o segundo braço amputado nesta quarta-feira, 30, seis dias após ter o corpo incendiado no Recife. A vítima já tinha perdido o outro braço, como consequência das queimaduras de terceiro grau, após ser atacada enquanto dormia sob uma barraca de lona no Cais Santa Rita, no centro da capital pernambucana, na madrugada do dia 25 de junho. As informações são da Folha de S.Paulo.

De acordo com a Polícia, o suspeito de ter jogado álcool no corpo da vítima e ateado fogo com a intenção de matá-la seria um adolescente de 17 anos. Ele foi apreendido horas depois do crime e cumpre medida socioeducativa em uma unidade para jovens em conflito com a lei. A vítima vivia em situação de rua e dormia em um espaço público.

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Vítima

A travesti está internada no Hospital da Restauração, unidade vinculada à Secretaria de Saúde de Pernambuco que possui um centro para tratamento de queimados. 40% do corpo de Roberta foi comprometido, com ferimentos provocados por queimaduras de segundo e terceiro graus.

Os braços da vítima foram as partes mais afetadas pelas chamas. Em nota à Folha de S. Paulo, a unidade médica informa que as queimaduras comprometeram a vascularização dos braços da travesti e, por isso, eles entraram em processo de necrose.

No dia seguinte ao ataque, no sábado, 26, a equipe médica fez a primeira amputação do braço esquerdo da travesti até a altura do ombro. Já na tarde desta quarta, o braço direito precisou ser amputado até o cotovelo. De acordo com o hospital, Roberta se recupera das cirurgias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Ela está consciente e sabe sobre as amputações. Ela é acompanhada por uma equipe de psicólogos e assistentes sociais.

A vítima também é acompanhada por ativistas LGBTQIA+ que atuaram para que a travesti fosse transferida da ala masculina do hospital para a feminina. Com a recuperação de Roberta, a Polícia Civil espera elucidar o caso. O adolescente foi “autuado por ato infracional análogo à tentativa de homicídio qualificado”.

Ao G1, a codeputada do mandato coletivo Juntas, Robeyoncé Lima (PSOL), contou que a Roberta teria afirmado ser vítima de LGBTfobia. "Consegui falar com a vítima, Roberta. Ela está consciente, [...] com queimaduras de terceiro grau da cintura para cima. Segundo ela, [o ataque] foi por questões de preconceito e discriminação. [...] LGBTfobia com relação à identidade de gênero e orientação sexual dela", afirmou Robeyoncé,