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Brasil
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Desaprovação ao governo Bolsonaro é a maior em mais de um ano

Um total de 45,6% da população considera o governo ruim ou péssimo, enquanto 53,8% desaprova de forma geral a gestão de Bolsonaro

Marília Freitas
14:53 | 20/06/2021
Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) (Foto: EVARISTO SA /AFP)
Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) (Foto: EVARISTO SA /AFP)

Em junho, a desaprovação ao governo de Jair Bolsonaro atingiu a pior marca desde maio de 2020, segundo o instituto Paraná Pesquisas. O mês marca o início dos monitoramentos periódicos da avaliação pela organização. Um total de 45,6% da população considera o governo ruim ou péssimo, enquanto 53,8% desaprova de forma geral a gestão de Bolsonaro.

A avaliação de ruim ou péssimo cresceu de forma consecutiva nos últimos cinco levantamentos, desde outubro de 2020. Já a desaprovação ao governo aumentou mais de oito pontos desde dezembro de 2020, com a situação sendo invertida: quando era de 45,3%, ficava abaixo da taxa de aprovação de 50,2%.

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Segundo a revista Veja, Bolsonaro segue com as maiores aprovações entre os evangélicos (54%), homens (52%), brasileiros entre 35 a 44 anos (47,9%) e aqueles com ensino médio (47,3%). A última pesquisa foi feita por meio da abordagem pessoal de 2.040 eleitores em 156 municípios de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

Protestos contra o governo Bolsonaro registram aumento na adesão

Milhares de manifestantes foram às ruas em diversas cidades brasileiras em protestos contra o governo do presidente Bolsonaro. Em Fortaleza, um dos atos teve concentração na Praça da Gentilândia, no Benfica, e saiu por vias do Centro até a Praça da Bandeira.

Em linha semelhante às manifestações nacionais, ato de Fortaleza cobrava impeachment de Bolsonaro, mais vacinas e proteção econômica para os mais pobres. Segundo organizadores, o ato superou a manifestação de 29 de maio e reuniu cerca de 20 mil pessoas. Os protestos ocorreram no mesmo dia em que o Brasil bateu marca dos 500 mil mortos pela Covid-19.

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