PUBLICIDADE
Brasil
NOTÍCIA

Suspeito de chacina na Ceilândia segue foragido após trocar tiros com caseiro e ficar ferido

Segundo informações da Polícia Militar do Distrito Federal, mesmo baleado, o suspeito conseguiu fugir. Ele trocou tiros com um caseiro em região de chácaras de Edilândia (GO)

12:44 | 15/06/2021
Acusado de chacina contra família na Ceilândia continua foragido e cometendo crimes pela região  (Foto: Reprodução/Polícia Civil DF e GO)
Acusado de chacina contra família na Ceilândia continua foragido e cometendo crimes pela região (Foto: Reprodução/Polícia Civil DF e GO)

Suspeito de ter cometido a chacina na Ceilândia, o foragido Lázaro Barbosa de Sousa, 33, trocou tiros com o caseiro de uma chácara localizada em Edilândia (GO), segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). A Polícia fez um novo cerco ao suspeito. A vítima disse aos agentes que Lázaro ficou ferido, mas ele segue foragido. 

Segundo o porta-voz da PMDF, major Michello Bueno, a área estava cercada e ainda assim Lázaro conseguiu fugir. “A gente não sabe se ele está baleado. Acreditamos que vamos pegá-lo em breve", afirma. Os policiais fizeram um cerco ao criminoso e monitoram toda a região de chácaras da cidade. As informações são do Correio Brasiliense.

Buscas e perseguições


Lázaro é procurado pela polícia desde quarta-feira, 9, quando assassinou a tiros e facadas a família Vidal Marques - o pai, Cláudio, 48, e os filhos Carlos Eduardo, 21, e Gustavo, 15, e levou a mãe, Cleonice. De acordo com o cunhado, a mulher telefonou, por volta das 2h, para pedir ajuda, pois um homem estava arrombando a porta da casa da família. A mulher foi encontrada três dias depois, em um córrego, sem vida, nua e com os cabelos cortados.

LEIA MAIS| Acusado de assassinar família deixa rastro de violência na fuga e põe fogo em casa


 

No fim da tarde do dia dos assassinatos, em 9 de junho, a PCDF divulgou a foto de Lázaro Barbosa de Souza e o confirmou como suspeito de cometer os crimes em Ceilândia Norte. A descoberta foi feita a partir de impressões digitais encontradas na chácara. Com a identidade, a ficha de Lázaro foi levantada, com um histórico recente de agressões.

No dia seguinte, Lázaro roubou uma chácara nas proximidades da casa da família Vidal Marques. Ele rendeu o caseiro, o dono da chácara e a filha dele, que teve de fazer o almoço enquanto ele assistia ao jornal na TV. Depois disso, invadiu novamente uma residência, no Incra 9. No local, fez três pessoas reféns e obrigou duas delas a fumarem maconha.

Na madrugada de sexta-feira, 11, as buscas por Lázaro e Cleonice ultrapassaram a fronteira do Distrito Federal. O suspeito invadiu uma chácara em Ceilândia por volta das 20 horas, fez o caseiro de refém e roubou um veículo, um Palio branco, que usou para se dirigir até Cocalzinho de Goiás (GO), às 3h30min. Lá, na BR-070, Lázaro incendiou o carro. Durante toda a sexta-feira, cerca de 80 policiais civis e militares do DF e entorno, auditores fiscais e rodoviários federais estavam no município goiano para encontrar Lázaro.

Ainda na cidade, Lázaro invadiu outra chácara, fez um caseiro de refém e o obrigou a cozinhar no sábado, 12. Depois, invadiu outra residência e baleou três homens, que ficaram em estado grave. No fim da noite, ateou fogo em outra chácara. Foi neste mesmo dia, também no sábado, que Cleonice foi encontrada morta por familiares e vizinhos em um córrego próximo ao local em que morava.

No domingo, 13, Lázaro quase foi preso na rodovia BR-070, próximo à cidade de Edilândia (GO), a 82 quilômetros de Brasília. O foragido furtou um carro em uma chácara de Cocalzinho (GO) e abandonou o veículo, um Corsa vermelho, após avistar um ponto de bloqueio montado pela polícia.

Mais de 200 policiais e 50 viaturas do Distrito Federal e de Goiás se uniram na operação e montaram uma base no trevo de Cocalzinho. Fazem parte do grupo unidades da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), da Polícia Militar (PMDF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Federal (PF).

LINHA DO TEMPO

Dia 9/5 - O pai, o empresário Cláudio Vidal de Oliveira, 48, e os dois filhos, Carlos Eduardo Marques Vidal, 21, e Gustavo Marques Vidal, 15, são encontrados mortos com marcas de tiros e de facadas, na Fazenda Vidal, em Ceilândia, a 26 quilômetros do Distrito Federal. O suspeito do crime, Lázaro Barbosa de Sousa sequestrou a esposa de Cláudio e mãe das outras duas vítimas, Cleonice Marques, 43.

Dia 9 a 11/5 - Após o crime, o suspeito se escondeu em dois pontos próximos à residência da família;

Dia 12/5 - O corpo da mulher sequestrada foi encontrado em outro ponto, na área de mata, ainda em Ceilândia;

Dia 10/5 - Na quinta-feira, Lázaro invade uma segunda chácara em Ceilândia, rende vítimas, comeu e fugiu para a mata.

Dia 11/5 - Na sexta, ele invade uma terceira chácara, ainda em Ceilândia, rende familiares e rouba um veículo. Ele segui de carro para Cocalzinho (GO), onde abandonou e queimou o veículo

Dia 12/5 - No sábado, ele invadiu uma nova chácara em Cocalzinho e furtou um carro para fugir do cerco policial. Ele abandonou esse segundo veículo próximo à Edilândia.

Dia 14/5 - Lázaro troca tiros com caseiro de uma chácara em Edilândia e conseguiu escapar.