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Suspeito de matar família em Ceilândia invade chácara, furta carro e foge ao avistar Polícia

O homem está em fuga há cinco dias em território goiano. Lázaro é investigado por cometer, pelo menos, dez homicídios

13:52 | 14/06/2021
Acusado de chacina contra família na Ceilândia continua foragido e cometendo crimes pela região  (Foto: Reprodução/Polícia Civil DF e GO)
Acusado de chacina contra família na Ceilândia continua foragido e cometendo crimes pela região (Foto: Reprodução/Polícia Civil DF e GO)

Lázaro Barbosa, de 32 anos, suspeito de matar um casal e dois filhos em uma chácara em Ceilândia, no Distrito Federal (DF), invadiu uma fazenda e furtou um carro para fugir do cerco policial montado em Cocalzinho de Goiás (GO). O homem está em fuga há cinco dias em território goiano depois de matar a família. Por onde passa, ele comete mais crimes, conforme a Polícia.

Lázaro é investigado por cometer, pelo menos, dez homicídios na região de Girassol (GO), Cocalzinho (GO) e no DF. De acordo com informações do G1, por volta de 19 horas de domingo, 13, o dono de uma fazenda em Edilândia, a cerca de 20km de Cocalzinho, informou aos policiais que encontrou a propriedade revirada e que um carro foi furtado. 

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A Polícia apurou que ele esteve em um veículo vermelho na BR-070 a caminho do Distrito Federal. Mas abandonou o automóvel ao avistar uma barreira policial e fugiu novamente para uma mata, na noite de domingo. No veículo, foram encontradas uma pistola e munições.

O suspeito continuava foragido até as 12h desta segunda-feira, 14. Policiais federais, civis, militares e rodoviários federais usam cães farejadores, drones e helicópteros nas buscas.

Lázaro é suspeito de, no último dia 9, matar o empresário Cláudio Vidal, 48, a esposa dele, Cleonice Marques, 43, e os dois filhos do casal, Gustavo Marques Vidal, 21, e Eduardo Marques Vidal, 15.

Em 8 março de 2018, o suspeito da chacina da família Vidal chegou a ser preso pelo Grupo de Investigações de Homicídios de Águas Lindas, mas fugiu do presídio quatro meses depois, no dia 23 de julho. Desde então, estava foragido.

 

Fuga em Goiás

A fuga de Lázaro Barbosa em Cocalzinho deixou rastros de destruição e crimes. Na noite do último sábado, 12, ele invadiu uma residência em Cocalzinho de Goiás, roubou duas armas de fogo, munições e, ao fugir, ateou fogo na residência. Quatro pessoas foram baleadas na troca de tiros, e duas estão em estado grave.

O suspeito foi localizado neste domingo, 13, em uma fazenda. Conforme a Polícia, Lázaro entrou em uma propriedade na zona rural e baleou um morador. Em seguida, fugiu para outra chácara, a 700 metros de distância, e atirou em mais três pessoas que estavam acampadas no local.

Uma das propriedades invadidas pelo suspeito pertence a um soldado da Polícia Militar. No local, ele fez o caseiro refém.

A Polícia diz que Lázaro está foragido com um revólver calibre .32 e munições que furtou de fazendas que entrou. Ao ser abordado, antes de fugir para uma mata próxima, ele teria reagido com 15 disparos em direção à equipe.

"[Ele] Quebrou tudo na propriedade, bebeu e fumou maconha. Obrigou o caseiro a fumar também", diz uma nota da PM-DF.

 

Crimes em série

Na sexta-feira, 11, mais de 80 policiais civis e militares do DF e entorno, auditores-fiscais e rodoviários federais estiveram no município de Cocalzinho para localizar Lázaro — que é investigado por cometer, pelo menos, 10 homicídios na região de Girassol, Cocalzinho e no DF. Além disso, Lázaro é acusado de crimes como estupro, roubo e fugas de presídios. Em 2013 ele foi preso, mas ganhou liberdade em março de 2016.

O laudo psiquiátrico, na época ele tinha 26 anos, comprovou traços como agressividade, ansiedade e tensão, possibilidade de ruptura do equilíbrio; preocupações sexuais; e sentimentos de angústia.

Em 26 de abril deste ano, ele teria invadido uma casa, no Sol Nascente. "Ele arrombou a porta da casa, trancou pai e filho no quarto e levou a mulher para o matagal, onde estuprou a vítima", informou a polícia.

Em 17 de maio deste ano, segundo a Polícia, ele fez outra família refém na mesma região onde houve a chacina, também ameaçando as vítimas com faca e arma de fogo.  Nesse crime, ele mandou as pessoas ficarem nuas e, das 19h até meia-noite, prendeu os homens no quarto e fez as mulheres "ficaram servindo jantar para ele", segundo a Polícia Civil.