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Brasil
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Noiva com câncer morre dez dias após realizar sonho de casar

O casal começou a namorar em 2020 e, após meses de relacionamento, marcaram o casamento para dezembro, mas foi preciso mudar por conta da pandemia de Covid-19

11:38 | 23/02/2021
O casal se conheceu em 2020 e marcaram o casamento para dezembro do mesmo ano (Foto: Divulgação/Kátia Luz Fotografia)
O casal se conheceu em 2020 e marcaram o casamento para dezembro do mesmo ano (Foto: Divulgação/Kátia Luz Fotografia)

A jovem Adarlele Andrade, 26, lutava contra o câncer desde 2018 e conseguiu realizar seu sonho de casar. O casamento aconteceu em União da Vitória, no Paraná, dez dias antes da jovem morrer em decorrência da doença, no último dia 16 de fevereiro. Em uma cerimonia com amigos e familiares, Adarlele entrou na igreja vestida de noiva e se casou com o companheiro, Ruan Pablo de Lara, 28.

O casal começou a namorar em 2020 e, após meses de relacionamento, marcaram o casamento para dezembro, mas foi preciso mudar por conta da pandemia de Covid-19. No mesmo mês, a jovem recebeu o laudo médico que o tratamento a partir dali seria apenas paliativo, com poucas chances de recuperação completa. Foi aí que o casal e a família tiveram que acelerar os planos do casório. A jovem sofria de Sarcoma de Ewing, um tipo de câncer que atinge os ossos. As informações são do portal UOL.

"Ruan entrou na vida dela já sabendo de todos os desafios por causa do tratamento. Mesmo assim, enfrentou o relacionamento. O amor de ambos foi tão recíproco que em um mês começaram a namorar e marcaram o casamento. Nada foi por caridade. Todo mundo sentia que ele gostaria realmente de casar com a Adarlele. Todos sabiam que ela poderia perder a vida, mas não tão rápido", disse um dos padrinhos da jovem, Felipe Vetterlein, esposo também de uma prima da noiva.

O casamento aconteceu no dia 6 de fevereiro e foi um momento de felicidade para a Aderlele. Segundos os familiares, ela chegou a esquecer as dores que enfrentava. A jovem tomava dez comprimidos diários de morfina para amenizar os efeitos do câncer. Adarlele entrou na igreja de cadeira de rodas, mas a metade do caminho ao altar ela decidiu seguir andando.

"Nas semanas que antecederam o tratamento, a Adarlele teve piora no quadro. Ela tomava comprimidos de morfina, mas não estavam fazendo tanto efeito. Já iria começar a fazer de forma injetável. Só que no dia do casamento e no dia anterior, vimos ela muito empolgada e vibrante, mesmo estando nesta condição, lembrou familiar. Segundo ele, o apoio e a presença de amigos e familiares animou a jovem em um momento difícil.

A história do casal mobilizou toda a cidade. A equipe médica do Hospital das Clínicas de Curitiba, que cuidava de Adarlele, ajudou na mobilização para a concretização do sonho da paciente, levando-a para provar o vestido dias antes do casamento. A Prefeitura de União da Vitória também disponibilizou uma ambulância para ficar de prontidão na porta da igreja, em caso de uma possível emergência.

A jovem viajou para Curitiba quatro dias depois da celebração para buscar o resultado de uma biópsia do câncer e precisou ficar internada. A morte aconteceu seis dias depois. De acordo com Felipe, o noivo ainda está muito abalado e demorou pra voltar ao trabalho. "Era o amor da vida dele. Ela era conhecida pelo sorriso e conquistava todo mundo ao seu redor com a sua força e luta contra o câncer", concluiu Felipe.