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Enem Digital: entenda o que é e como vai funcionar

É a primeira vez que o Enem será feito de forma digital. Um total de 96.086 pessoas estão aptas para a realização do concurso nos próximos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

Marília Freitas
14:42 | 29/01/2021
Inep divulga hoje gabarito oficial do Enem 2020 (Foto: )
Inep divulga hoje gabarito oficial do Enem 2020 (Foto: )

Seguindo a maratona do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), acontecerá nos próximos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro a versão digital da prova. Um total de 96.086 pessoas estão aptas para o concurso, que será realizado presencialmente em laboratórios de informática de escolas e universidades por todo o País nos próximos dois domingos. É a primeira vez que o Enem será feito de forma digital.

A inclusão da prova de forma digital segue em discussões desde 2016. A intenção do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação, é de que o Enem se torne totalmente digital até 2026.

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Ao todo, serão cerca de 4 mil laboratórios, com cerca de 20 computadores cada. As máquinas terão acesso apenas à prova. Os estudantes não conseguirão, portanto, acessar a internet ou documentos do computador. 

Qual a diferença do Enem Digital para o Enem impresso?

Há anos o Enem só é realizado de uma forma: presencial, aplicado apenas uma vez ao ano, com provas compostas por quatro cadernos de questões com 45 perguntas cada junto de uma redação. Entretanto, esse modelo poderá ser extinto daqui a alguns anos, pois a meta do Inep é aplicar o Enem de forma totalmente digital a partir de 2026.

O pontapé do Enem digital seguirá a mesma estrutura de prova, com diferença de que os cadernos serão digitalizados. Mesmo com a prova sendo feita em tela, os participantes deverão levar caneta esferográfica de tubo transparente da cor preta - isso porque a prova de redação será escrita a mão e os candidatos e candidatas receberão folhas de rascunho para fazer os cálculos das provas. Não haverá folha de resposta, sendo os itens marcados pelo computador. Com a digitalização, alguns professores apontam que a prova poderá ser aplicada mais vezes por ano, além do uso de recursos como vídeos, GIFs e outros.

Serão duas provas diferentes?

Sim, serão questões diferentes tanto para o Enem digital quanto para o Enem versão impressa, já realizado anteriormente nos dias 17 e 24 de janeiro. O gabarito, inclusive, já está disponível no site do Inep.

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O que preciso levar?

Documento oficial com foto, caneta de tubo transparente na cor preta e máscara contra a Covid-19. O tempo de prova e os horários de aplicação também serão os mesmos, cinco horas e meia no primeiro dia e cinco horas no segundo. Os portões abrem também às 11h30 e fecham às 13h, no horário de Brasília.

Quando sai a nota final?

A previsão para a divulgação dos resultados finais é dia 29 de março. Nessa data os participantes saberão também quanto tiraram na redação. Mas, apenas depois da divulgação do resultado, em data ainda a ser definida, os candidatos terão acesso à correção detalhada da prova de redação.

As notas poderão ser usadas para acessar o ensino superior e participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) - que oferece vagas em instituições públicas - Programa Universidade para Todos (ProUni) - que oferece bolsas de estudo em instituições privadas - e, Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que oferece financiamento a condições mais vantajosas do que as de mercado.

Como será feito o Enem digital?

A diferença é que a prova será feita pelo computador. As questões objetivas serão todas marcadas na tela, e os participantes não precisarão preencher o cartão-resposta a mão. A redação, no entanto, será escrita a mão, por isso a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente, é obrigatória. O tema e os textos motivadores estarão na tela.

Os locais de prova estão disponíveis no cartão de confirmação de inscrição, na Página do Participante. Os participantes receberão, no dia da prova, um código que precisarão digitar na tela antes de começar o exame e também quando finalizarem as provas.

Os computadores só terão acesso às provas. Os candidatos não terão acesso, por exemplo, à internet ou à calculadora. Na tela, quando a prova começar, aparecerão todas as questões. Será possível clicar em qual deseja acessar. O sistema também permite que o candidato escreva na tela com o mouse e que marque as questões para depois poder voltar nelas, por exemplo.

Na última quinta-feira, 28, o Inep divulgou um vídeo tutorial sobre o sistema a ser utilizado no Enem Digital. Confira

Candidatos com sintomas de Covid-19 ou outra doença infectocontagiosa foram orientados a não comparecer ao exame. Eles devem notificar o Inep até hoje, 29, pela Página no Participante e terão direito a fazer o exame na data da reaplicação, nos dias 23 e 24 de fevereiro.

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Como funciona a avaliação do Enem?

A metodologia do Enem não contabiliza apenas o número total de acertos no teste, mas utiliza-se da teoria de resposta ao item (TRI). Esse método avalia a capacidade do estudante em distinguir itens, grau de dificuldade da questão e a possibilidade de acerto ao acaso, o conhecido chute.

Segundo o Inep, com o TRI, não é possível comparar o número de acertos em uma área do conhecimento com o de outra. Dessa forma, acertar 40 itens em uma área não significa, necessariamente, ter uma proficiência maior do que em outra menor, por exemplo, - pois são questões diferentes em áreas de conhecimento diferentes, sob seus níveis de ensino. A TRI pressupõe que um candidato com um certo nível de proficiência tende a acertar os itens de nível de dificuldade menor que o de sua proficiência e errar aqueles com nível de dificuldade maior.

Com o sistema, é possível elaborar questões de diferentes níveis para um mesmo exame. Dessa forma, as áreas do conhecimento do Enem não variam entre zero e mil, dependendo das questões respondidas pelos candidatos e candidatas. Apenas a prova de redação tem valores pré-estabelecidos, uma vez que a correção não é feita na base do TRI.