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Brasil
NOTÍCIA

Alessandra Negrini desfila como índia em protesto contra ações de Bolsonaro

A atriz é rainha de bateria do bloco Baixo Augusta, em São Paulo, há sete anos

Alan Magno
20:11 | 16/02/2020
Alessandra Negrini desfila no Carnaval de São Paulo em forma de protesto contra as ações de Bolsonaro diante da população indígena
Alessandra Negrini desfila no Carnaval de São Paulo em forma de protesto contra as ações de Bolsonaro diante da população indígena (Foto: Divulgação)

A atriz Alessandra Negrini, 49 anos, desfilou pela sétima vez consecutiva como rainha do bloco Acadêmicos da Baixo Augusta, em São Paulo. Trajando vestimentas que remetem aos povos indígenas, Alessandra declarou que não trajava uma fantasia, mas sim um protesto contra as atitudes do presidente Jair Bolsonaro com relação a essa população.

No fim de 2019, um grupo de ativistas de direitos humanos denunciou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Tribunal Penal Internacional (TPI). A acusação consistiria na denúncia de que o então presidente teria cometido, por conta de seus decretos referentes aos direitos da população indígena, uma série de ações que levaram e/ou facilitariam o genocídio de comunidades indígenas e tradicionais do Brasil.

Alessandra chegou ao desfile acompanhada de indígenas. Ela usava um body preto e um cocar indígena para simbolizar seu protesto. Dentre as personalidades que acompanharam a atriz estavam a ativista Sônia Guajajara, que foi candidata a vice-presidente na chapa de Guilherme Boulos (PSOL). O ex-candidato à presidência da república, Fernando Haddad (PT), também participou do desfile.

Durante a apresentação do bloco, uma série de xingamentos ao presidente Jair Bolsonaro foi entoado pela multidão presente. A cantora Fafá de Belém abriu seu show cantando "Meu Coração é Vermelho" e em meio a sua apresentação questionou "A Amazônia é de quem?".

O Acadêmicos da Baixo Augusta é um dos maiores blocos do período carnavalesco do País. Em 2019 chegou a reunir cerca de 1 milhão de pessoas, segundo a organização. Este ano o bloco assumiu como tema o ato de resistir. Com um forte posicionamento político, o Baixo Augusta é um ponto de expressão de muitas causas minoritárias na sociedade, como o movimento feminista e pela diversidade sexual.