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O que se sabe sobre o coronavírus

O novo coronavírus foi identificado em investigação epidemiológica e laboratorial, após a notificação de casos de pneumonia de causa desconhecida entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020, diagnosticados inicialmente na cidade chinesa de Wuhan, capital da província de Hubei

ANA RUTE RAMIRES
17:54 | 29/01/2020

Veja alguns pontos relacionados ao vírus que assusta o mundo.

O que é o coronavírus?

Os coronavírus (CoV) compõem uma grande família de vírus conhecida desde meados da década de 1960.

O nome é devido às espículas na sua superfície, que lembram uma coroa (do inglês crown).

Causam desde um resfriado comum até infecções graves, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), 2002, e a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS), em 2012.

Há um novo coronavírus?

Sim. Existiam apenas seis cepas conhecidas capazes de infectar humanos. Uma nova variante do coronavírus foi identificada ano passado, denominada 2019-nCoV.

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Como o surto atual teve início?

O novo coronavírus foi identificado em investigação epidemiológica e laboratorial, após a notificação de casos de pneumonia de causa desconhecida entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020, diagnosticados inicialmente na cidade chinesa de Wuhan, capital da província de Hubei. Acredita-se que a fonte primária do vírus seja em um mercado de frutos do mar e animais vivos em Wuhan.

Quais os sintomas?

Falta de ar, febre e tosse.

Pode não apresentar sintomas.

Casos graves chegam a pneumonia e insuficiência respiratória aguda, com dificuldade respiratória.

Crianças de pouca idade, idosos e pacientes com baixa imunidade podem apresentar manifestações mais graves.

Como ocorre a transmissão?

Alguns coronavírus são capazes de infectar humanos e podem ser transmitidos de pessoa a pessoa pelo ar (secreções aéreas do infectado) ou por contato pessoal com secreções contaminadas.

Na maior parte dos casos, a transmissão é limitada e se dá por contato próximo, ou seja, qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família; que tenha tido contato físico com o paciente; tenha permanecido no mesmo local que o paciente doente.

Qual a gravidade do vírus?

Pelos dados iniciais publicados, a estimativa inicial é de que a letalidade seja em torno de 3%, inferior à do SARS-CoV e do MERS-CoV.

Como tratar?

Até o momento, não existe tratamento específico. Indica-se repouso e ingestão de líquidos, além de medidas para aliviar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos.

Nos casos de maior gravidade, suplemento de oxigênio e mesmo ventilação mecânica podem ser necessários.

Como a infecção é confirmada?

Exames laboratoriais realizados por biologia molecular identificam o material genético do vírus em secreções respiratórias.

Como reduzir o risco de infecção?

Evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas.

Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar.

Usar lenço descartável para higiene nasal.

Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir.

Evitar tocar nas mucosas dos olhos.

Higienizar as mãos após tossir ou espirrar.

Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas.

Manter os ambientes bem ventilados.

Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

Qual é a definição de caso suspeito?

Febre acompanhada de sintomas respiratórios + ter viajado nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas para área de transmissão local (cidade de Wuhan) ou ter tido contato próximo com um caso suspeito ou confirmado. Febre pode não estar presente em idosos, imunocomprometidos ou pacientes que tenham utilizado antitérmicos.

Qual é a orientação diante da detecção de um caso suspeito?

Os casos suspeitos devem ser mantidos em isolamento enquanto houver sinais e sintomas clínicos. Paciente deve utilizar máscara cirúrgica a partir do momento da suspeita e ser mantido preferencialmente em quarto privativo.

Medidas restritivas no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou os trabalhos de monitoramento em portos, aeroportos e fronteiras, além de reforçar medidas de proteção. Mas pondera que não há necessidade de adotar ações mais restritivas no momento.

Entre as medidas já adotadas, está a divulgação de avisos sonoros em aeroportos sobre sintomas da doença e envio de informações a equipes que atuam nesses locais para notificação de casos suspeitos, além de reforço dos protocolos que devem ser adotados.

Proibição de viagens

Até o momento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que sejam evitadas viagens para a região da Província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan, epicentro do surto. Não existem recomendações para se evitar viagens para outras regiões do globo.

Fontes: Ministério da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OMS)/Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC)/ Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI)/ Associação Médica Brasileira (AMB)