PUBLICIDADE
Brasil
protesto

Gamers reagem à associação entre "videogames violentos" e a tragédia de Suzano

A hashtag #SomosGamersNãoAssassinos foi uma das mais comentadas no Twitter nesta quinta-feira, 14

14:53 | 14/03/2019
Hashtag foi uma das mais comentadas na manhã desta quinta-feira no Twitter. (Foto: Reprodução/Twitter)
Hashtag foi uma das mais comentadas na manhã desta quinta-feira no Twitter. (Foto: Reprodução/Twitter)

A comunidade gamer reagiu à associação feita pelo vice-presidente Hamilton Mourão entre a "garotada viciada em videogames violentos" e a tragédia que vitimou 10 pessoas e aconteceu na manhã dessa quarta-feira, 13, em Suzano (SP). 

Ouça o podcast Recorte sobre o massacre de Suzano:

Listen to "#31 - Massacre de Suzano" on Spreaker.

A afirmação repercutiu na manhã desta quinta-feira, 14, no Twitter, e tornou a hashtag #SomosGamersNãoAssassinos uma das mais comentadas. "Vamos parar com a hipocrisia. Se for para falar de influência então vamos proibir séries, filmes, sua novelinha de fim de tarde, jornal da manhã, etc. Vamos nos privar de tudo e nos acolher em uma bolha", protestou uma usuária.

Arison Heltami, diretor-executivo da Associação Cearense de Desenvolvedores de Jogos (Ascende), defende que esse não é um problema que acontece exclusivamente na mídia dos jogos. Outros tipos de conteúdo, como as histórias em quadrinhos, já sofreram com esse tipo de rejeição. Ele acredita que os jogos são mais atacados ultimamente devido à ideia de que atingem um público mais jovem e são menos familiares a pessoas de outras gerações.

"Os jogos causam uma sensação de adrenalina. Você sente raiva, empatia e a dor do personagem, mas isso se restringe a esse momento", frisa.

Em relação à cobertura midiática sobre o massacre de Suzano, Arison ressalta a importância de que os jornalistas tenham um embasamento e afirma que, em alguns casos, a mídia acaba tratando com sensacionalismo o caso, o que corrobora para que a "culpa" recaia sobre os videogames.

Leonardo Maia