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Óbito

Defesa de Lula estuda pedir liberação do ex-presidente para velório de neto

O ex-presidente já teve negados dois pedidos de saída da prisão para ir a velórios

14:15 | 01/03/2019
O ex presidente Lula comemorando seu aniversário de 70 anos (Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula)
O ex presidente Lula comemorando seu aniversário de 70 anos (Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula)

Depois de ter dois pedidos de saída negados, a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda fazer um novo pedido de liberação para o ex-presidente participar do velório do neto Arthur Araújo Lula da Silva, de acordo com a Folha de S.Paulo. O menino, de 7 anos, morreu no começo desta tarde, 1º, em São Paulo, vítima de meningite meningocócica. Arthur visitou o avô duas vezes na sede da Polícia Federal, em Curitiba, ainda em 2018.

No Twitter, a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffman, afirmou que "fará de tudo" para que Lula possa enterrar o neto. "Força presidente, estamos do teu lado, sinta nosso abraço e solidariedade. Faremos de tudo pra que você possa vê-lo. Força à família, aos pais Sandro e Marlene. Dia muito triste", escreveu Hoffman.

Em nota, o PT diz que está solidário com o presidente Lula e sua família. "É mais uma tragédia pessoal que o atinge, em meio à perseguição política e à farsa judicial de que ele é vítima", diz o texto. "A dor de Lula é compartilhada por cada militante do PT e pelos milhões de brasileiros que o reconhecem como o presidente que mais combateu a fome e a mortalidade infantil, com programas sociais, de saúde e geração de renda".

Pedidos negados

Lula teve outros dois pedidos negados pela Justiça há um mês, quando o irmão do ex-presidente, Genival Inácio da Silva, o Vavá, morreu em decorrência de um câncer. Na época, a defesa pediu autorização para Lula velar o corpo do irmão. A juíza Carolina Lebbos, responsável pela pena do petista, negou o pedido. Na segunda vez, quando a defesa recorreu o pedido ao Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4), o desembargador Leandro Paulsen manteve a decisão.

A decisão de liberar o ex-presidente foi do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli. No entanto, Lula não chegou a ir. O cortejo com o corpo de Vavá já havia deixado a capela onde o corpo estava sendo velado para o enterro.

Redação O POVO Online