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Há dois anos, morria dona Marisa Letícia, em São Paulo

Esposa do ex-presidente Lula, Marisa Letícia sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e faleceu após dez dias no hospital em fevereiro de 2017

11:09 | 03/02/2019
Marisa sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), decorrente do rompimento de um aneurisma que ela tinha no cérebro, diagnosticado há cerca de dez anos
Marisa sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), decorrente do rompimento de um aneurisma que ela tinha no cérebro, diagnosticado há cerca de dez anos

A ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva morreu em 3 de fevereiro de 2017, às 18:57.“Dona” Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, estava internada no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Os médicos descobriram um quadro de trombose venosa profunda nos membros inferiores e ausência de fluxo cerebral. Ela sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), decorrente do rompimento de um aneurisma que tinha no cérebro, diagnosticado há cerca de dez anos.

Ao longo da vida, a ex-primeira-dama procurou manter-se afastada dos holofotes, mesmo diante da crescente exposição do marido, eleito presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC em 1975 - logo depois do casamento. Lula seguiu a carreira política até chegar à Presidência da República, entre 2003 e 2011.

Mãe de quatro filhos - Marcos Cláudio, Fábio Luis, Sandro Luís e Luís Cláudio - Marisa Letícia se tornou, em 2016, ré em duas ações na Operação Lava Jato, que investiga esquema bilionário de desvio e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras. As ações penais pela qual respondeu Marisa foram corrupção passiva e lavagem de dinheiro, relacionadas a um apartamento no Guarujá e de um outro apartamento em São Bernardo do Campo.

A defesa nega que ela tenha cometido as ilegalidades. Após sua morte, as acusações foram extintas. A ex-primeira-dama desviou-se de fazer comentários públicos sobre a ação penal. Apesar de preferir a reserva e se abster dos comentários públicos, Marisa participou ativamente da vida política do ex-presidente. Em seu ativismo, ela foi pioneira ao reivindicar, junto com outras esposas de metalúrgicos, a presença de mulheres nas chapas dos sindicatos do ABC.