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Brasil
SÃO PAULO

Roger Waters lista Bolsonaro como neofascista, estampa #elenão e divide a plateia em show

O baixista e um dos fundadores da banda Pink Floyd mexeu com o público de 45 mil pessoas. Houve quem deixou o show - que tinha ingressos de até R$ 810 - antes do fim

10:15 | 10/10/2018
Tag que representa movimento contra Bolsonaro foi estampada no telão do show (Foto: WhatsApp O POVO)
O baixista e um dos fundadores da banda Pink Floyd, Roger Waters, recebeu vaias e aplausos após se posicionar contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) em show no Allianz Parque, em São Paulo, na noite da última terça-feira, 9.

Conhecido pelos posicionamentos políticos, o artista colocou, em diferentes momentos do show, a hashtag #elenão no telão e citou Bolsonaro em uma lista de políticos neofascistas pelo mundo. 

Uma fonte entrevistada pelo O POVO Online que estava no show conta que a plateia entoou gritos de “ele não” após o cantor tocar Another brick in the wall. Depois disso, houve um intervalo de cerca de 20 minutos em que o público começou a se manifestar com gritos de “ele sim”, “ele não” e “fora PT”. 
 
Nome de Bolsonaro foi incluído em lista de políticos neofascistas (Foto: Reprodução)
 
No telão, entre as imagens mostradas uma dizia: "resista ao neofascismo". Em seguida, aparecia mensagem de que "o neofascismo está crescendo pelo mundo", seguida de uma lista de políticos de vários países. O nome de Jair Bolsonaro foi acrescentado na turnê de São Paulo, ao lado de nomes como Donald Trump, Marine Le Pen e Vladimir Putin. “A galera foi a loucura. Começaram a vaiar ele. Ficou um misto de vaia e palmas”, descreve a fonte.

O artista demorou a conseguir falar quando voltou ao palco, em meio ao barulho da plateia. 

"Vocês têm uma eleição importante em três semanas. Vão ter que decidir quem querem como próximo presidente. Sei que não é da minha conta, mas eu sou contra o ressurgimento do fascismo por todo o mundo. E como um defensor dos Direitos Humanos, isso inclui o direito de protestar pacificamente sob a lei. Eu preferiria não viver sob as regras de alguém que acredita que a ditadura militar é uma coisa boa. Eu lembro dos dias ruins na América do Sul, e das ditaduras, e foi feio", posicionou-se o cantor.

Muitos fãs deixaram o show antes do fim. Os ingressos variavam entre R$ 165 e R$ 810. O show reuniu cerca de 45 mil pessoas.

Conforme a fonte, mesmo após as reações negativas, Waters não se intimidou, brincando com o público e mandando beijos. E voltou a estampar no telão o #elenão - mesmo após o público se calar.

O baixista segue em turnê pelo Brasil. Tem outro show nesta quarta-feira, 10, em São Paulo e depois segue para Brasília, Salvador, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
 
Redação O POVO Online