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O que havia no acervo de mais de 20 milhões de itens do Museu Nacional

As chamas que consumiram o mais antigo museu do Brasil devem ter destruídos itens de valor inestimável, como o crânio de Luzia e o fóssil do dinossauro Maxakalisaurus topai

13:30 | 03/09/2018
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[FOTO1]O fogo que assolou o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, na noite do último domingo, 2, teve o potencial de destruir o acervo de mais de 20 milhões de itens da mais antiga instituição científica do País, com 200 anos completos em agosto deste ano. As perdas ainda não foram calculadas, mas as chamas, que foram iniciadas por volta das 19h30min e contidas apenas na madrugada, podem ter transformado objetos de anos da história brasileira e mundial em cinzas. 

[SAIBAMAIS]O Museu Nacional foi criado por D. João VI em 1818. O prédio onde se encontra foi casa da família real no Brasil entre 1816 e 1821. Muito do acervo foi iniciado aí, sendo ao longo do tempo reunidas coleções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia, antropologia biológica, arqueologia e etnologia. Durante dois séculos, coletas, escavações, permutas, aquisições e doações tornaram a instituição o maior museu de história natural do País.

Os itens presentes no Museu durante o incêndio remontam a história brasileira e mundial. Na noite do dia 2 de setembro de 2018, o fogo atingiu esqueletos de dinossauro, múmias egípcias, o maior meteorito já encontrado no Brasil, utensílios produzidos durante a era pré-colombiana e trajes usados em cerimônias dos índios brasileiros há mais de cem anos, além de um acervo bibliográfico de livros, folhetos, periódicos, multimeios, in-fólios, obras raras e mapas.

Itens mais emblemáticos que podem ter sido perdidos pelo incêndio

[FOTO2]Crânio de Luzia
Uma das principais atrações do museu que estava em exposição é o fóssil humano mais antigo encontrado no Brasil, batizado de Luzia. O objeto de 11.300 anos foi descoberto em 1974 pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire, em Minas Gerais. 

[FOTO3]Maxakalisaurus topai
O Maxakalisaurus topai foi o primeiro dinossauro de grande porte a ser montado no Brasil, com  ossada encontrada em Minas Gerais. Ele era um titanossauro de treze metros de comprimento e nove toneladas de peso, datado do Cretáceo Superior. Além dele, na Sala dos Dinossauros estavam presentes outros fósseis de dinossauros, peixes, raias e tubarões primitivos.

[FOTO4]Meteorito do Bendegó
O Meteorito do Bendegó é o maior já encontrado no Brasil e um dos maiores do mundo, pesando 5,36 toneladas e medindo mais de dois metros de comprimento. Foi descoberto em 1784  em uma fazenda nos arredores da cidade de Monte Santo, no sertão da Bahia. Devido ao tamanho e à formação de metal, é possível que o meteorito tenha sobrevivido às chamas. 

[FOTO5]Caixão de Sha Amun en su
Dentro do acervo de 100.000 objetos de arqueologia, um dos itens mais importantes é o caixão de Sha Amun en su, um presente dado a Dom Pedro 2º em 1876 durante segunda visita ao Egito. O sarcófago nunca foi aberto, conservando ainda a múmia da cantora em seu interior. Outros três sarcófagos do Terceiro Período Intermediário e da Época Baixa, pertencentes aos sacerdotes de Ámon, Hori, Pestjef e Harsiese estão na coleção.

[FOTO6]Afrescos de Pompeia
Entre as aproximadamente 750 peças provenientes das civilizações grega, romana, etrusca e italiota, se destacam afrescos e objetos vindos de Pompeia, cidade romana destruída em 79 d.C. por uma erupção do vulcão Vesúvio. Devido ao tamanho e ao valor, a coleção de arqueologia clássica do museu é considerada a maior do gênero na América Latina.

[FOTO9]Artefatos produzidos pelas civilizações ameríndias
São mais de 1.800 objetos produzidos pelas civilizações ameríndias durante a era pré-colombiana. A maioria do acervo dessa área é de itens das produções têxtil, ceramista, metalúrgica, plumária e lítica dos povos andinos. Múmias andinas também estavam no acervo. 

[FOTO7]Coleção de etnologia indígena brasileira 
A coleção conta com 30.000 objetos produzidos por mais de cem grupos indígenas, entre itens de cestaria, cerâmica, instrumentos musicais, arte plumária, armas e armadilhas. 

[FOTO8]Trono do Reino do Daomé 
O trono do Reino do Daomé, do rei Adandozan (1718-1818), data do século XVIII e foi uma das primeiras peças do acervo, um presente doado pelos embaixadores do rei ao príncipe regente Dom João 6º, em 1811. A área de etnologia africana e afro-brasileira conta com outros 700 objetos. 
 
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