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Brasil
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Morre Beatriz Segall, a eterna Odete Roitman

Atriz teve marcante carreira, cujo ápice foi a maior vilã da história da dramaturgia brasileira

15:17 | 05/09/2018
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A atriz Beatriz Segall morreu nesta quarta-feira, 5, aos 92 anos em São Paulo. A atriz estava internada desde o fim de agosto, a confirmação veio por meio da assessoria de imprensa do Hospital Albert Einstein. Uma das maiores estrelas da TV brasileira, Segall teve como grande papel na novela Vale Tudo, em 1988. quando viveu a empresária Odete Roitman, a mais marcante vilã da dramaturgia brasileira. O mistério naquela trama fez o Brasil inteiro se perguntar: "Quem matou Odete Roitman?"

 

Com uma carreira de mais de 70 dedicando-se aos palcos e a Tv, Beatriz Segall, interpretou em 1988 o papel que a eternizaria na teledramaturgia brasileira. Depois de 192 capítulos da novela "Vale tudo", a vilã interpretada por Segall, morreu com três e fez o país inteiro se transforma em detetive e se perguntar: "Quem matou Odete Roitman?"

 

Segall fez sua última participação na Tv na série "Os experientes", a cerca de três anos.

 

Segall estava internada no Hospital Albert Einsten, em São Paulo, a atriz tinha recebido alto no dia 21 de agosto, quando passou por problemas respiratórios. O hospital não divulgou quando atriz voltou a ser internada e nem qual a causa da morte.

 

De acordo com a assessoria de imprensa, Beatriz Segall morreu por volta das 12h. O Corpo da atriz será velado no próprio hospital a partir das 19h e será cremado nesta quinta-feira, 6, em Cotia, na Grande São Paulo.

 

Saúde 

 

Em 2013, a atriz tropeçou em pedras portuguesas que estavam soltas em uma calçada no bairro da Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro, e precisou ficar 20 dias em casa para se recuperar de um grande hematoma em seu rosto. 

 

Já em 2015 a atriz se machucou gravemente após cair do palco na apresentação da peça "Nine - Um Musical Felliniano", em São Paulo. Após o episódio, Segall precisou passar por uma cirurgia no braço direito e foi substituída no espetáculo.

 

Carreira

 

No teatro

 

Beatriz Segall nasceu em 25 de julho de 1926 na cidade do Rio de Janeiro, sua primeira peça foi durante um exercício de língua na Aliança Francesa. Segall foi convidada para se tornar atriz profissional, precisou recusar devido a desaprovação de seu pai, que queria que a filha se tornasse professora.

 

Tempos depois ela participaria de um filme, "A beleza do diabo" (1950), quando optou por fazer um curso de interpretação. Após participar de um trabalho semiamador com outras atrizes que também estavam no começo da carreira, como Fernanda Montenegro e Nicette Bruno, Beatriz foi à França para estudar literatura e teatro.

 

Após temporada na França, ela retornou e recusou mais uma peça e durante 14 anos tornou-se dona de casa, depois de se casar com o museólogo, exonomista e autor teatral Maurício Segall, filho do artista Lasar Segall. Em 1964 Beatriz aceitou um papel no Teatro Oficina, depois do convite do diretor José Martines Corrêa.

 

Segall atuou em algumas novelas e filmes, junto com o marido, recuperou o Teatro de São Paulo, e o administrou até 1974.

 

Na tv

 

Sua estreia na Tv, aconteceu em 1978, na novela "Dancin Days" na Globo. Depois de agradar o público, no ano seguinte viveu a vilã Norah na novela "Pai herói".

 

Em 1980, Segall participou do premiado filme "Pixote, a lei do mais fraco", Anos depois, passou por outras emissoras, e retornou à Globo para da vida ao seu papel mais marcante.

 

Após muita insistência do autor Gilberto Braga, que fazia questão que ela fosse a atriz que interpretaria Odete Roitman. Na mesma época Beatriz também estava em cartaz no teatro, e recusou o projeto inicialmente.

 

A atriz chegou a repetir o mesmo papel em duas novelas diferentes. A miss Penélope Brown, que estreava nos anos 90, em "Barriga de Aluguel", da autora Gloria Perez. E em 2001, voltaria a aparecer na novela "O clone" da mesma autora.

 

Na Rede Globo, os seus últimos trabalhos foram interpretados na novela "Lado a lado", em 2012, onde fazia o papel de uma rica senhora, a Madame Besançon. Já em 2018, participou dos seriados "Os experientes", que abordou temas ligados a vida de pessoas que estavam na terceira idade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Redação O POVO Online 

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