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Entenda o caso envolvendo o Dr. Bumbum, médico acusado de matar paciente em procedimento

Lilian Quezia, de Cuiabá, viajou ao Rio para realizar procedimento no bumbum com metacril, derivado do acrílico, e acabou morrendo na madrugada seguinte

09:59 | 19/07/2018
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Denis Cesar Barros Furtado, 45 anos, que se intitulava "Dr. Bumbum", é acusado de matar Lilian Quezia Calixto, uma bancária de 46 anos que fez um procedimento no apartamento dele no último dia 14 de julho, e morreu por complicações na madrugada seguinte. Lilian vivia em Cuiabá e foi ao Rio de Janeiro apenas para a cirurgia de bioplastia, procedimento que usa metacril, um derivado do acrílico.

O médico, que conta com a ajuda da mãe, também médica, Maria de Fátima, 66, está foragido até o momento, mas de acordo com a sua advogada, Naiara Baldanza, ele vai negociar uma ida à Polícia Civil. A defesa alega que Denis "sofre de síndrome do pânico" e, por isso, não havia se entregado ainda. 

"Ele vai tratar com a polícia a data e o horário que ele se entregará à polícia. Julgá-lo neste momento ainda é muito precoce. O Dr. Denis é um dos médicos que mais realiza procedimentos de bioplastia no Brasil", afirmou a advogada ao portal G1

Até agora, só a namorada do "Dr. Bumbum" foi presa. Ela estava prestando assistência durante a cirurgia que complicou a saúde de Lilian. A jovem cursava Técnica de Enfermagem, mas abandonou os estudos e foi trabalhar com o médico. A testemunha-chave do caso é um taxista que deixou a bancária cuiabana no apartamento de Denis, na Barra da Tijuca.

O que aconteceu 
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Conforme as investigações, Lilian pediu para o taxista esperá-la. O motorista estranhou a demora e ligou para ela, mas quem atendeu foi Denis dizendo que a paciente ficaria para o jantar. O médico então desceu e deu R$ 300 ao taxista, que não se convenceu e ficou esperando. Foi aí ele viu Denis descendo com sua mãe e a sua namorada e entrando no carro com Lilian, a levando para o Hospital Barra D'Or.

Às 22h50min, Lilian Quezia chega à unidade de saúde insconciente, de acordo com filmagens da câmera de segurança. Ela é internada e, na madrugada, tem pelo menos três paradas cardíacas e morre. A causa da morte ainda não foi divulgada. André Maranhão, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), alerta que o procedimento, chamado PMMA, que usa o metacril, é perigoso e só deve ser realizado por médicos especalistas e em locais devidos. 

Conforme a SBCP, o local em que o procedimento teria acontecido, o apartamento de Denis, não é próprio. Além disso, Denis não tinha licença médica para atuar no Rio de Janeiro, mas apenas no Distrito Federal e no Goiás. Especialistas avaliam que a região do bumbum é delicada, e caso caia alguma quantidade da substância em veias, as complicações e casos de mortes podem acontecer, já que é uma área bastante vascularizada. 

Enfermeira que trabalhou cinco anos com o "Dr. Bumbum", Wanessa Ribeira, 26, conta que também passou pelo mesmo procedimento que matou Lilian e relata complicações. "Fiz e me arrependo muito. Ele dizia que iria ajudar na divulgação do trabalho dele. Fiquei com as nádegas completamente deformadas e muito inflamadas. Ele disse que isso é normal em alguns casos. Tive, inclusive, que fazer um procedimento para tirar parte do produto", relata. 
 
Redação O POVO Online 

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