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Declarações racistas levam diversas marcas a romper parcerias com youtuber

21:28 | 02/07/2018
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Após comentário no Twitter sobre jogador da França ser considerado racista, o youtuber Júlio Cocielo teve outras declarações antigas com cunho preconceituoso divulgado por internautas. Apesar de ter se desculpado publicamente, marcas que já trabalharam com ele suspenderam parcerias e criticaram o posicionamento de Cocielo.

Júlio comentou no sábado, 30, durante partida da França contra a Argentina pela Copa do Mundo, que Mbappé, jogador negro da seleção francesa, "conseguiria fazer uns arrastão top na praia". O comentário foi considerado racista e levou internautas a resgatarem declarações antigas do youtuber, incluindo uma em que ele sugeria "exterminar os negros". Após a enxurrada de críticas, ele publicou uma nota se desculpando e justificando suas publicações, logo em seguida apagando tuítes antigos.
 
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Ao serem cobradas por clientes que se sentiram ofendidos com os comentários de Cocielo, marcas que trabalham ou trabalharam com ele começaram a suspender parcerias e repudiaram "qualquer tipo de discriminação". 

Em nota enviada ao E%2b, a Adidas comunicou que, por repudiar "todo e qualquer tipo de discriminação, decidiu suspender a parceria com o youtuber Júlio Cocielo".

O banco Itaú disse que o youtuber "não faz mais parte" de qualquer ação publicitária e que a empresa "repudia toda e qualquer forma de discriminação e preconceito", e espera que "o respeito à diversidade sempre prevaleça".
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A Coca-Cola, que já realizou algumas ações publicitárias pontuais com o youtuber, declarou que não tem mais qualquer ligação com o youtuber e que "não tem planos para futuras parcerias", ressaltando que repudiam "qualquer forma de racismo, machismo, misoginia e homofobia" e que "o respeito à diversidade é um dos principais valores da companhia".

O McDonald's, que também já realizou ações com o youtuber, disse apenas que "não tem nenhuma relação comercial com ele".  No Twitter, o Submarino disse que "repudia veementemente qualquer manifestação racista e tomará as providências necessárias", e retirou a campanha em que Cocielo aparecia do ar. 

A Gillette, que fez ações com Cocielo no início da Copa do Mundo, disse que, "como ele não tem nenhum contrato vigente com a marca", não vai se manifestar em relação ao episódio.
 
Redação O POVO Online 
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