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Vereador citado por testemunha no caso Marielle chama denúncia de factoide

23:21 | 09/05/2018
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O vereador Marcello Siciliano (PHS) classificou como falsa a acusação de que ele estaria envolvido na morte da vereadora Marielle Franco, assassinada no último dia 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro. Em entrevista coletiva, ele disse estar surpreso com a menção ao seu nome. Disse ainda que sua relação era muito boa com a parlamentar, o que o faz não compreender a denúncia. Ele negou que tivesse qualquer conflito com Marielle. A informação é do G1. 
 
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Siciliano diz que está sendo massacrado nas redes sociais por causa de uma denúncia que "a gente não sabe nem a credibilidade que tem". Em sua defesa, o vereador disse que Marielle esteve em seu último aniversário. A afirmação foi contestada por alguns colegas correligionários da vereadora, ao que ele reagiu dizendo que as imagens de vídeo do plenário da Câmara falam por si. 
 
[SAIBAMAIS] 

A denúncia foi reportada pelo jornal carioca O Globo. A publicação diz que uma testemunha procurou a Polícia Federal (PF) para falar sobre o crime envolvendo Marielle. Segundo a publicação, no conteúdo do testemunho, o vereador e o ex-policial militar Orlando Araújo foram colocados como duas pessoas que queriam a morte de Marielle Franco. 

A motivação do crime, conforme O Globo, seria o crescimento de ações comunitárias da vereadora psolista em locais de interesse de milícias na Zona Oeste. No depoimento, segundo O Globo, a testemunha diz que Siciliano disse que "tem que ver a situação da Marielle" porque "a mulher está me atrapalhando". Ele ainda teria chamado a vereadora de "piranha do (Marcelo) Freixo". Depois, de acordo com o depoente, disse para o ex-PM que o problema precisava ser resolvido. Marielle assessorou Freixo na CPI das Milícias, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) 

O jornal diz ainda que a testemunha decidiu depor por estar ameaçada de morte por Orlando Araújo. O delator estaria sendo alvo de ameaças por parte de Araújo, que cumpre pena na Cadeia Pública Bangu 9. 

Outro assassinato

Mês passado, na condição de testemunha, o vererador colaborou com depoimento na Divisão de Homicídios sobre o assassinato de Marielle. Seu colaborador, Carlos Alexandre, foi morto dois dias depois na Zona Oeste da cidade. Na mesma coletiva, Siciliano disse que não crê que as duas mortes tenham relação, visto que o assassinato de Alexandre poderia ser interpretado como possível queima de arquivo.  
 
Redação O POVO Online 
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